GNV

MSGÁS: Para manter competitividade, preço do GNV pode ser reajustado em setembro

Campo Grande News (MS), 04/08/2022
04/08/2022 06:45
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Com o objetivo de manter a competitividade em relação a gasolina e ao etanol, – que têm tido constantes quedas -, o preço do GNV poderá ser reavaliado em setembro. É o que informou a MSGÁS ao Campo Grande News.

“A MSGás informa que a partir de junho do corrente ano, houve uma redução do preço de venda do GNV. Com essa iniciativa, o objetivo é manter a competitividade perante aos demais combustíveis.  A empresa reforça que o Governo do Estado tem feito todos os esforços para diminuir os impactos dos preços do gás natural no bolso do consumidor e que o preço do produto poderá ser reavaliado em três meses”, destaca em nota enviada.

Ainda conforme a Companhia, a redução ocorreu devido a aplicação de alíquota zero do Pis e Cofins, que refletiu na queda do preço de venda aos postos e aos consumidores.

Conforme portaria publicada em 19 de junho, o metro cúbico do GNV estava sendo fornecido por R$ 3,6099, contra os R$ 4,0197 divulgados em 12 de abril. Neste caso, a redução por cada metro cúbico foi de 10,19%. Nos valores estão inclusos os impostos relativos à operação.

Levantamento feito pela ANP mostra que o custo médio desse tipo de combustível, em Campo Grande, está sendo vendido por R$ 4,93. Os preços variam de R$ 4,85 a R$ 4,99.

Na visão do titular da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, a curto prazo, é difícil reduzir o preço na proporção em que ocorreu no litro da gasolina e do álcool.

“Assim não há mecanismo de curto prazo para redução do preço, depende da política de preços da Petrobras e da ampliação de investimentos na Bolívia para aumentar a oferta. Lembrando que a Companhia de Gás de MS é uma distribuidora. Ela compra da Petrobras e distribui à indústria, comércio e postos de combustíveis”, explica.

Ainda de acordo com Verruck, atualmente, o mercado de GNV, no Brasil, enfrenta falta de oferta, como por exemplo, o gasoduto que tem capacidade de 30 milhões de m³ por dia e opera com 50% da capacidade, “por falta de oferta de gás natural e não por falta de demanda”, finaliza.

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