Logística
Redação TN Petróleo/Assessoria
As projeções para 2026 indicam um ciclo de consolidação no setor de petróleo e gás, no qual tecnologia, dados e logística passam a ocupar posição estratégica. Em um cenário de pressão por eficiência, volatilidade de preços e maior responsabilidade ambiental, a digitalização deixa de ser diferencial e se torna infraestrutura essencial para competitividade.
Segundo a International Energy Agency (IEA), empresas que investem em digitalização podem reduzir custos operacionais em até 20% e aumentar a confiabilidade das operações. O foco da indústria não está em rupturas abruptas, mas em ganhos consistentes de eficiência operacional e inteligência tecnológica.
Ferramentas como IoT, sistemas integrados e análise de dados permitem antecipar falhas, reduzir paradas não programadas, otimizar rotas e melhorar a gestão de ativos. O resultado é uma operação mais enxuta, com menos desperdícios e maior previsibilidade financeira.
Apesar do avanço das energias renováveis, a demanda global por petróleo deve permanecer acima de 100 milhões de barris por dia nos próximos anos, de acordo com a IEA. O desafio, portanto, não é a substituição imediata dos combustíveis fósseis, mas a adoção de um modelo mais eficiente e responsável de produção e uso.
Nesse contexto, a logística ganha protagonismo. Estudos da McKinsey & Company indicam que a otimização logística integrada ao uso de dados pode elevar em até 15% a eficiência no setor de energia. No Brasil, relatórios do World Economic Forum reforçam que empresas orientadas por dados estão mais preparadas para um ciclo que exige transparência, controle e previsibilidade.
Em 2026, portanto, a transformação do setor não será marcada por rupturas abruptas, mas por um avanço consistente rumo a operações mais inteligentes, conectadas e eficientes, onde tecnologia e logística deixam de atuar nos bastidores e passam a liderar a estratégia de competitividade da indústria.
Sobre o autor: Cristian Bazaga é CEO da Excel Fueing Technologies, empresa líder em controle de abastecimento de combustível, gestão de frotas, medição de tanques de combustíveis e monitoramento ambiental. Cristian tem mais de 26 anos de experiência na indústria de combustíveis, trabalhando em multinacionais e nacionais.
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