Artigo

Planejamento de capacidade: arte, ciência ou as duas coisas?, por James Honey

James Honey
09/02/2017 09:58
Visualizações: 883

Uma das principais regras para uma estratégia de armazenamento eficaz é sempre ter espaço suficiente para crescer, sem deixar de minimizar o desperdício de recursos. Isso envolve o planejamento de capacidade.

O planejamento de capacidade “é a ciência e a arte de estimar os recursos de infraestrutura de conexão, software, hardware de computadores e espaço que serão necessários para um período futuro”.

Prefiro essa definição por dois motivos: “ciência” e “arte”. Normalmente, a maioria das organizações entende um desses aspectos, mas não entende o outro.

A ciência do planejamento de capacidade

Obviamente, ciência está em tudo o que fazemos no setor de TI. Portanto, é claro que ela deveria fazer parte de toda prática de planejamento de capacidade. É necessário um método/processo científico para coletar, analisar e usar dados com a finalidade de desenvolver um modelo que permita fazer estimativas do futuro.

As ferramentas são uma parte fundamental desse aspecto do processo. Muitas empresas falham nessa área. Para muitas empresas, as planilhas ainda são a maneira preferida de coletar, analisar e modelar dados de planejamento de capacidade. Eu criei e usei alguns modelos de planilha incríveis no meu tempo e conheço verdadeiros “magos” do Excel, mas há um problema inerente nesse método: os dados representam um único ponto no tempo e precisam ser atualizados manualmente e periodicamente (o significado de “periodicamente” é aberto à interpretação). Se isso não acontecer (e com bastante frequência, isso não acontece), os dados não serão tão eficazes quanto poderiam e deveriam ser. É por isso que é tão importante ter uma boa ferramenta que ajude no processo de planejamento de capacidade de armazenamento. Essa ferramenta também pode ajudar a automatizar os processos de coleta e de criação de relatórios, o que também poupará tempo.

A arte do planejamento de capacidade

Quer você perceba ou não, também há arte em tudo o que fazemos no setor de TI. Entender como sua empresa funciona é um componente fundamental de qualquer planejamento de capacidade, e é onde a arte entra em ação. Isso pode incluir entender quando sua empresa gera mais negócios, como as organizações funcionam em sua empresa, quais são os principais objetivos da empresa e as diferenças de consumo de TI de um departamento para outro. Todos esses fatores devem entrar no planejamento de capacidade.

Consumidores e proprietários sempre terão pontos de vista diferentes no que diz respeito ao volume de capacidade necessário; portanto, é fundamental ser capaz de transitar entre os pontos de vista para evitar a armadilha de dispor de capacidade excessiva ou insuficiente. Ter esse conhecimento “tribal” é uma parte muito importante de qualquer prática de planejamento de capacidade. Infelizmente, algumas empresas se apoiam muito na arte, o que pode levar a problemas de capacidade resultantes da alteração de uma variável que não foi acompanhada cientificamente com antecedência.

Conclusão

Resumindo: ciência e arte são dois fatores fundamentais para um planejamento de capacidade sólido. Mas, quando as empresas se apoiam excessivamente em um desses fatores, ocorrem problemas. Encontrar o equilíbrio certo entre os dois ajuda você a garantir que não ficará sem capacidade e que ela será usada adequadamente.

 

Sobre o autor: James Honey é gerente de marketing de produto sênior da SolarWinds.

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