Artigo

De geração em geração: a energia do futuro já é realidade hoje, por Marcelo Mendes

Redação TN/Assessoria
13/09/2022 12:51
De geração em geração: a energia do futuro já é realidade hoje, por  Marcelo Mendes Imagem: Divulgação Visualizações: 1695

O mundo não para de consumir. O homem não para de extrair. Porém, nesse desequilíbrio com o planeta, a inovação e o conhecimento científico caminham para propor soluções a fim de compensar essa destruição promovida pelo capitalismo humano. O aproveitamento dos recursos naturais sem agredir o meio ambiente é o único caminho para assegurar a sobrevivência das próximas gerações.

Um dos elementos mais essenciais na vida das pessoas é a eletricidade. Chegou ao Brasil em 1879 – mesmo ano da criação da lâmpada por Thomas Edison – trazida por D. Pedro II, que pediu permissão à Edison para implementar seus equipamentos no país para fins de iluminação pública.

Antes disso, o homem tentou outras formas de gerar energia. Baseado nos conceitos da ciência, a eletricidade era produzida como resultado das reações químicas que ocorrem em uma célula eletrolítica, dando origem, em 1800, à pilha voltaica.

No entanto, nos anos 50, mais precisamente em 1954, surgiu nos Estados Unidos a primeira célula fotovoltaica, dando início à utilização dos painéis solares já em 1958. Porém, no Brasil, essa inovação só chegou em 2011 com a construção da usina de energia solar de Tauá, localizada no Estado do Ceará.

Retornando aos tempos atuais, a utilização de eletricidade é fundamental para a sobrevivência humana, para o desenvolvimento da indústria, entre outros. O Brasil vivencia uma fase econômica em que o aumento da geração não consegue acompanhar o aumento da demanda, fazendo com que sejam necessárias fontes não renováveis, como as usinas térmicas – o que eleva o custo da geração, encarecendo a conta para o consumidor.

Ademais, o aumento no consumo de energia elétrica, em razão do consumo acelerado, promoveu a construção de mais usinas hidrelétricas. Elas não poluem o ar, mas causam enormes impactos ambientais em virtude da quantidade de água represada, a fim de mover as turbinas na produção da energia elétrica.

Diante desse fato, buscam-se cada vez mais alternativas limpas, que são extremamente benéficas ao planeta e a população. A construção de mais usinas solares vem crescendo constantemente, acompanhando a demanda que aumenta proporcionalmente. Segundo dados da Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica –  o país ultrapassou a marca de um milhão de consumidores que geram a própria energia através de fonte solar. Com projeções altas, a previsão para este ano é que sejam injetados R$ 50 bilhões na economia do país.

Ainda, conforme dados do setor, as gerações de energia solar ultrapassaram 17 GW, o que representa mais de 8% da capacidade total instalada na matriz energética brasileira, criando oportunidades no segmento com a geração de mais de 500 mil novos empregos.

De acordo com o levantamento do Global Market Outlook for Solar Power 2022-2026, a capacidade solar global dobrou nos últimos três anos, alcançando a marca de 1 terawatt, em abril de 2022, e a previsão é dobrar para 2,3 TW em 2025. O estudo acrescenta ainda que a energia advinda do sol é a renovável de mais rápido crescimento, representando mais da metade dos 302 GW de capacidade limpa instalada internacionalmente em 2021.

O Brasil é líder no mercado do segmento na América Latina, com estimativa de se tornar um dos principais players globais nos próximos anos, projetando alcançar 54 gigawatts (GW) de capacidade solar total até 2026. A demanda atual por essa inovação transfere esse legado para o futuro, aderindo a produção da própria energia, economizando, além do recurso financeiro, nossos recursos naturais.

Sobre o autor: Marcelo Mendes é economista e gerente geral da KRJ, empresa especializada em conexões elétricas. www.krj.com.br

Mais Lidas De Hoje
veja Também
BOGE 2026
John Crane lança Performance Plus™ para otimizar manuten...
25/05/26
BOGE 2026
Começa nesta quarta (27) o maior evento de petróleo e gá...
25/05/26
BOGE 2026
Com produção em alta, independentes lideram debates na B...
25/05/26
Combustível
Etanol fecha a semana em recuperação moderada, mas merca...
25/05/26
ANP
Workshop debate dinamização da exploração de petróleo e ...
22/05/26
BOGE 2026
ANP participa do Bahia Oil & Gas Energy 2026, em Salvador
22/05/26
Etanol
Com aumento na oferta, preço do etanol acelera queda e a...
22/05/26
Negócio
NUCLEP celebra 46 anos com a assinatura de novo contrato...
22/05/26
Energia Elétrica
ANEEL homologa leilões de reserva de capacidade na forma...
22/05/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP abre 6º ciclo para concessão e 4º...
22/05/26
Saúde, Segurança e Meio Ambiente
IBP debate impactos da revisão da NR-1 sobre saúde menta...
21/05/26
Energia elétrica
TAESA anuncia a aquisição de cinco concessões de transmi...
21/05/26
Meio Ambiente
WCA completa primeiro ano ampliando debates sobre mercad...
21/05/26
Mato Grosso
Setor elétrico de MT avança e prepara nova fase para ate...
21/05/26
Fenasucro
Combustível do Futuro consolida pioneirismo brasileiro e...
20/05/26
Parceria
Radix fecha parceria com Repsol Sinopec Brasil e PUCRS p...
20/05/26
GLP
Prime Energy amplia parceria com Supergasbras no Mercado...
19/05/26
Comunicação
Os bastidores da história da comunicação e da publicidad...
19/05/26
Resultado
Produção total de petróleo em regime de partilha bate re...
19/05/26
Biometano
Naturgy debate cenário de gás natural e oportunidades co...
19/05/26
BOGE 2026
Impacto da geopolítica global no setor de petróleo loca...
19/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25