Artigo Exclusivo

Certificação OEA assegura maior eficiência para operadoras de O&G e Cadeia de fornecimento, por Gustavo Valente

Redação TN Petróleo/Assessoria
12/01/2022 07:08
Certificação OEA assegura maior eficiência para operadoras de O&G e Cadeia de fornecimento, por Gustavo Valente Imagem: Divulgação Visualizações: 3133

A Petrobras foi certificada no mês de dezembro de 2021 como Operador Econômico Autorizado (OEA), na modalidade OEA-Conformidade Nível 2.

Com cadeias de suprimentos integradas, a eficiência logística é um fator preponderante para que as empresas do segmento de Óleo, Gás e Energia sejam mais competitivas nas suas operações. O setor é provocado a repensar suas estratégias, melhorando seu processo aduaneiro e evitando perdas nas transações.

Iniciativa mundial criada e formatada pela Organização Mundial das Aduanas, no Brasil a Receita Federal é a responsável pela certificação dos intervenientes da cadeia logística que representam baixo grau de risco em suas operações, tanto em termos de segurança física da carga quanto ao cumprimento de suas obrigações tributárias e aduaneiras, como aconteceu agora com a Petrobras.

A certificação oferece diversos benefícios como: prioridade de conferência aduaneira, parametrização imediata das declarações, participação no Fórum Consultivo, redução de custos logísticos e ponto de contato OEA dentro da Receita Federal.

A importância de ser certificado como OEA fica evidente na declaração de Rodrigo Araujo, Diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras: “Com a certificação OEA, as operações da Petrobras serão simplificadas para a importação de produtos, bens e serviços. Um ganho econômico, evitando o atraso de aplicações de bens Repetro-Sped.”

Atualmente existem mais de 30 grandes petroleiras operando no Brasil que ainda não tem a certificação OEA e podem usufruir do mesmo benefício citado pelo diretor da Petrobras. 

Além disso, toda cadeia de fornecimento também pode buscar a certificação. Para se ter uma ideia, de acordo com a Receita Federal, cerca de duas mil empresas em todos os segmentos econômicos poderiam buscar a certificação OEA caso estivessem em conformidade com as exigências estabelecidas por lei. Contudo, pouco mais de 500 empresas são certificadas.

Queremos apoiar as outras empresas petrolíferas na busca pela certificação. Temos as melhores ferramentas estratégicas em OEA para atingir redução de custos logísticos, estreitar o relacionamento com Receita Federal e alcançar alto nível de compliance para atender exigências internacionais. 

As boas práticas da Gestão e Governança Fiscal e Aduaneira minimizam a exposição fiscal e potencializam os Benefícios Fiscais. Com o OEA os resultados são tangíveis, com impacto no custo da operação, como redução do tempo desembaraço/disponibilidade da carga, melhora nos níveis de estoque e segurança da cadeia logística. E intangíveis, que impactam na reputação da companhia, como em frente aos Clientes e Fornecedores, perante Governo e na melhoria do ambiente de negócios.

É importante conhecer os Critérios, Subcritérios de Conformidade e Eventos de Risco, para atuar conforme requisitos esperados pelo órgãos anuentes e fiscalizadores além de manter o gerenciamento e garantir a conformidade contínua para garantia da manutenção da certificação.

Temos uma equipe com experiência comprovada na atuação em mais de 80 projetos e que são líderes na referência técnica em OEA no Brasil e no mundo para continuar com o claro objetivo de reduzir custos, melhorar o fluxo de caixa e aumentar a competitividade dos nossos clientes.

Sobre o autor: Gustavo Valente é Head de Óleo, Gás e Energia da Becomex e Diretor Regional de Operações da Becomex Rio de Janeiro. Formado em Administração de Empresas com MBA em Finanças pela IE Business School e MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV. Atuou como responsável pelas Operações entre coligadas na América do Sul para o Grupo Michelin. Possui mais de 15 anos de experiência em Planejamento e Gestão Tributária.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
ANP concede prazo para adequação de importadores a resol...
12/06/26
E&P
ANP divulga Calendário Estratégico Unificado de Avaliaçõ...
12/06/26
Combustíveis
ANP toma medidas para priorizar ações de respostas a imp...
12/06/26
Aviação
IBP promove fórum sobre SAF para debater a implementação...
12/06/26
GLP
Sindigás: ANP paralisa "reforma do GLP" e acena com caut...
12/06/26
Biometano
Orizon conclui incorporação da Vital e cria líder latino...
12/06/26
Manaus
Distribuidoras apoiam parecer da AGU que recomenda suspe...
12/06/26
Transição Energética
IBP debate protagonismo de São Paulo no mercado de energia
11/06/26
Etanol de milho
Atvos recebe Licença de Instalação para sua primeira uni...
10/06/26
Aviação
Acelen Renováveis e IATA firmam parceria para impulsiona...
10/06/26
Evento
Fenasucro & Agrocana 2026 aprimora rastreabilidade de em...
10/06/26
Meio Ambiente
Constellation apoia restauração de recifes de coral no N...
10/06/26
Parceria
MME promove nova rodada de debate sobre a Estratégia Nac...
09/06/26
Etanol
Preço do hidratado cai pela 2ª semana consecutiva
09/06/26
BOGE 2026
Smart Control ganha destaque na Bahia Oil & Gas Energy 2...
08/06/26
Investimentos
Mar aberto para o crescimento: investimentos impulsionam...
08/06/26
Transmissão
ENGIE lidera projeto de tecnologia inédito e investe R$ ...
08/06/26
Aviação
O Brasil pode se tornar uma potência em SAF
08/06/26
Etanol
Mercado de etanol encerra a primeira semana de junho pre...
08/06/26
BRANDED CONTENT
Complexo de Energias Boaventura impulsiona o futuro ener...
05/06/26
PPSA
CNOOC e Petrochina arrematam cargas de Atapu e de Bacalh...
05/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25