Artigo

A importância da inovação para o setor petroquímico

Um caso de sucesso do Grupo Combustol e Metalpó.

Revista TN Petróleo
14/01/2014 15:08
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As empresas tradicionais buscam, cada vez mais, ideias inovadoras, mas tendem a manter uma mentalidade fixa e se baseiam em suas estratégias de repetições, perdendo em qualidade e originalidade. Para obter alguma inovação é preciso focar na solução e não se apegar somente em práticas convencionais. É por trilhar esse caminho que o Grupo Combustol e Metalpó (www.combustol.com.br), empresa com mais de 50 anos de tradição, é referência no mercado.
Entre as inúmeras inovações e com parcerias tecnológicas de renome mundial na fabricação de fornos industriais, recentemente, a equipe da divisão de Equipamentos Petroquímicos do grupo desenvolveu e realizou um caso de sucesso, utilizando uma sistemática de desmontagem e montagem nunca antes adotada para a troca de uma convecção de forno petroquímico. Neste caso, um forno aquecedor de carga para torre de destilação a vácuo da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), de onde são extraídas frações de hidrocarbonetos (slop, gasóleo leve, gasóleo pesado e resíduo de vácuo), que servem de carga a outras unidades de processo da usina.
A convecção é a parte do forno onde existe a serpentina com tubos pinados (pinos metálicos soldados para melhorar a transmissão de calor entre os gases e o produto que passa pelos tubos), feitos a partir de aço ligado com cromo molibdênio. Os tubos não são expostos à chama direta e, por fora deles, passam os gases resultantes da combustão, gerados na câmara de radiação, que recuperam parte do calor gerado no processo. A convecção do forno aquecedor fica localizada na parte intermediária do equipamento, sendo até necessária à desmontagem de toda estrutura localizada acima da mesma. O equipamento em questão, um forno aquecedor de destilação a vácuo L-2701, localizado na planta da Petrobras da RPBC, passou por um estudo preliminar onde se verificou a possibilidade da troca da convecção sem a desmontagem da parte superior. A técnica desenvolvida foi inspirada nos movimentos internos de um forno siderúrgico Walking Beam. A ousadia e conhecimento técnico foram os diferenciais para atingir resultados como a redução de custos e otimização do tempo.
As etapas da movimentação da convecção
Devido a complexidade o projeto levou dois anos para ser desenvolvido e envolveu uma logística inédita para o porte do novo equipamento, que pesa 270 toneladas. A movimentação da convecção ocorreu da seguinte forma: corte dos módulos superior e inferior da convecção; remoção do módulo superior da convecção; remoção do módulo superior da torre de estrutura metálica; remoção do módulo inferior da convecção; remoção dos tubos e suportes do teto da radiação; montagem dos tubos e suportes do teto de radiação; montagem do módulo inferior da convecção; montagem do módulo superior da torre de estrutura metálica; montagem do módulo superior da convecção e desmontagem da torre de estrutura metálica.
*Argemiro Sieiro é gerente da divisão do Grupo Combustol e Metalpó

As empresas tradicionais buscam, cada vez mais, ideias inovadoras, mas tendem a manter uma mentalidade fixa e se baseiam em suas estratégias de repetições, perdendo em qualidade e originalidade. Para obter alguma inovação é preciso focar na solução e não se apegar somente em práticas convencionais. É por trilhar esse caminho que o Grupo Combustol e Metalpó, empresa com mais de 50 anos de tradição, é referência no mercado.

Entre as inúmeras inovações e com parcerias tecnológicas de renome mundial na fabricação de fornos industriais, recentemente, a equipe da divisão de Equipamentos Petroquímicos do grupo desenvolveu e realizou um caso de sucesso, utilizando uma sistemática de desmontagem e montagem nunca antes adotada para a troca de uma convecção de forno petroquímico. Neste caso, um forno aquecedor de carga para torre de destilação a vácuo da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), de onde são extraídas frações de hidrocarbonetos (slop, gasóleo leve, gasóleo pesado e resíduo de vácuo), que servem de carga a outras unidades de processo da usina.

A convecção é a parte do forno onde existe a serpentina com tubos pinados (pinos metálicos soldados para melhorar a transmissão de calor entre os gases e o produto que passa pelos tubos), feitos a partir de aço ligado com cromo molibdênio. Os tubos não são expostos à chama direta e, por fora deles, passam os gases resultantes da combustão, gerados na câmara de radiação, que recuperam parte do calor gerado no processo. A convecção do forno aquecedor fica localizada na parte intermediária do equipamento, sendo até necessária à desmontagem de toda estrutura localizada acima da mesma. O equipamento em questão, um forno aquecedor de destilação a vácuo L-2701, localizado na planta da Petrobras da RPBC, passou por um estudo preliminar onde se verificou a possibilidade da troca da convecção sem a desmontagem da parte superior. A técnica desenvolvida foi inspirada nos movimentos internos de um forno siderúrgico Walking Beam. A ousadia e conhecimento técnico foram os diferenciais para atingir resultados como a redução de custos e otimização do tempo.


As etapas da movimentação da convecção

Devido a complexidade o projeto levou dois anos para ser desenvolvido e envolveu uma logística inédita para o porte do novo equipamento, que pesa 270 toneladas. A movimentação da convecção ocorreu da seguinte forma: corte dos módulos superior e inferior da convecção; remoção do módulo superior da convecção; remoção do módulo superior da torre de estrutura metálica; remoção do módulo inferior da convecção; remoção dos tubos e suportes do teto da radiação; montagem dos tubos e suportes do teto de radiação; montagem do módulo inferior da convecção; montagem do módulo superior da torre de estrutura metálica; montagem do módulo superior da convecção e desmontagem da torre de estrutura metálica.

*Argemiro Sieiro é gerente da divisão do Grupo Combustol e Metalpó.

 

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