Artigo

5G — Revolução ou Evolução? por Nelson Mitsuo Shimabukuro

Redação TN Petróleo/Assessoria
13/05/2022 08:57
5G — Revolução ou Evolução? por Nelson Mitsuo Shimabukuro Imagem: Divulgação Visualizações: 2021

Com a velocidade das mudanças tecnológicas e o aparecimento de novos produtos, plataformas e aplicativos, ficamos cada vez mais céticos quanto à capacidade da indústria em desencadear novos processos disruptivos.

O 5G trará mudanças significativas, de uma forma mais indireta e distante da percepção do grande público, mas ainda assim vai impactar significativamente a sociedade.

Para entender esta revolução, precisamos recordar o contexto histórico das tecnologias celulares. Entre 1982-1995, tínhamos as redes analógicas 1G, que suportavam chamadas de voz, ofereciam serviços caros e uma cobertura pequena.

Já o 2G, da década de 90, suportava mensagens de texto (SMS), multimídia (MMS) e a transmissão de dados de 14.4 kbps até 384kbps.

A era dos Smartphones 3G, nos anos 2000, tem o Japão como um dos precursores da popularização dos aplicativos multimídia para celulares, com serviços de alta qualidade de áudio, vídeo, roaming internacional e taxas de até 2Mbps.

A partir de 2010, iniciou-se a era do Streaming através das redes 4G e LTE, que suportam streaming de vídeo HD, com taxas de transmissão de até 1 Gbps, ampliando as possibilidades de interações e conteúdos multimídias ainda mais ricos.

A Coreia do Sul é precursora da corrida para o 5G em 2019. O país implantou a primeira rede nacional, seguida por várias outras iniciativas na China, Japão, Estados Unidos e Europa.

Além da velocidade e das aplicações, o que difere o 4G do 5G?
Obviamente, a expectativa por aumento de capacidade de transmissão de dados é esperada e, efetivamente, acontece de forma brutal. O 4G pode atingir velocidades de até 125 Mbps e o 5G até 2.500 Mbps, ou seja, 20 vezes mais rápido. Um filme que demora 6 minutos numa rede 4G, na sua sucessora será exibido em aproximadamente 20 segundos.
A latência ou tempo de resposta a uma solicitação, que na 4ª geração de internet está na faixa de 50 milissegundos, no 5G ficará em até 2 milissegundos. As aplicações que mais se beneficiarão serão as de IoT (Internet of Things), onde uma latência 20 vezes menor abre oportunidades de aplicações muito mais críticas de telemetria e controle, além dos veículos autônomos, drones e robôs muito mais funcionais, precisos e seguros. Em teoria, o sistema que será implantado poderá suportar dispositivos autônomos móveis com velocidade de até 500km/h.
Com a nova tecnologia, será possível aumentar a densidade de conexões, ou seja, quantos dispositivos poderão ficar conectados por km quadrado. O modelo atual é capaz de atender até 100.000 dispositivos em 1 km quadrado. Com a mudança, no 5G, a capacidade será dez vezes maior, ampliando a possibilidade de se ter muito mais aparelhos conectados, controlando e monitorando vários elementos como luzes, semáforos, medidores de água, sensores de segurança, câmeras de vídeo, elevadores, veículos, geladeiras etc.
No universo da saúde, médicos poderão realizar cirurgias robotizadas e a distância, processo que deve ser democratizado com a ampliação no uso do 5G que, associado aos wearables, tecnologia de internet "vestível", ampliará as possibilidades de diagnósticos e procedimentos remotos.

Qual o caminho até o admirável mundo novo 5G?

Inicialmente, o novo modelo estará disponível apenas nas grandes capitais brasileiras, alternando-se a sistemas híbridos, mudando apenas a interface de rádio, porém mantendo o restante da infraestrutura como, por exemplo, a transmissão e comutação. Na sequência, ocorrerá a atualização para sistemas de ponta-a-ponta, que permitirá entregar todo o potencial da tecnologia.
Um dos desafios estabelecidos é a transposição dos obstáculos: ao utilizar altas frequências, o sinal não penetra tão facilmente os ambientes com paredes de concreto, além disso, folhas de árvores também podem causar interrupção nas transmissões.
Para colocar a tecnologia funcionando, será necessário amplo investimento monetário e tecnológico que exigirá dispêndio de energia razoável por parte das operadoras, fornecedores de tecnologia e todo o ecossistema de infraestrutura e usuários envolvidos. Mas o futuro com 5G trará, com certeza, uma revolução!

Sobre o autor: Nelson Mitsuo Shimabukuro é Mestre em Administração FEA-USP, Pós-Graduado em Marketing EAESP-FGV e Engenheiro Eletrônico. Investidor Anjo na FEA Angels e FGV Angels. Co-founder da Innovabiz com passagens como executivo pela EuNerd, Glory Global Solutions, NEC, Diebold, IBM, Digitel, Openwave Inc, Ericsson e HSBC. Professor Universitário há mais de 20 anos e desde 2008 Professor Adjunto em Graduação e Pós-Graduação nas matérias de Sistemas de Informação, Inteligência de Negócios, Comportamento Organizacional, Empreendedorismo, Gestão da Inovação e Marketing em Ambientes Digitais da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Petrobras
Lubnor, referência em asfaltos e produtos especiais come...
25/06/26
Combustíveis
Painel dinâmico da ANP mostra dados de comercialização d...
25/06/26
Combustíveis
Aumento da mistura de etanol na gasolina fortalece produ...
25/06/26
Energy Summit
Lemon Energia recebe Ouro em Sustentabilidade no Energy ...
25/06/26
Pré-Sal
Campo de Búzios supera próprio recorde e produz 1 milhão...
25/06/26
Energy Summit
ABDI destaca redução no tempo de contratação em compras ...
24/06/26
Energy Summit
Binatural conquista Energy Summit Awards e reforça prota...
24/06/26
Energy Summit
Tauil & Chequer | Mayer Brown reúne representantes da AN...
23/06/26
Internacional
Petrobras e Pemex firmam parceria para cooperação em E&P
23/06/26
Fenasucro
Pela primeira vez, Brasil recebe congresso latino-americ...
23/06/26
Energy Summit
Com quatro prêmios, ENGIE é destaque no Energy Summit Awards
23/06/26
Combustíveis
Distribuidoras de combustíveis cobram avanço imediato do...
23/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: Tecnologias da Embrapii fortalecem a...
22/06/26
Energy Summit
Biodiesel e combustíveis renováveis entram no centro da ...
22/06/26
Gás Natural
ANP prorroga consulta pública sobre cálculo do Método do...
22/06/26
Rio de Janeiro
Anuário do Petróleo no Rio, da Firjan, destaca que recor...
22/06/26
Biometano
Com mercado cinco vezes maior desde 2020, setor de biome...
22/06/26
Petrobras
Com investimento estimado de US$ 1,2 bilhão, Petrobras a...
22/06/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em recuperação e mostra sinais de ...
22/06/26
Inteligência Artificial
Impacto industrial: Executivo brasileiro integra novo co...
20/06/26
Indústria Naval
Ecovix assina contrato para a construção de quatro navio...
19/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25