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Energia

Copel planeja elevar em 38% a capacidade de geração até 2014

17/10/2011 | 17h23
A direção da Copel planeja oferecer propostas para pelo menos três usinas no leilão A-5, em dezembro. Ela está de olho na São Manoel e na Sinop, no Rio Teles Pires, no Mato Grosso; e na São Roque, do Rio Canoas, em Santa Catarina. A estatal paranaense pode entrar sozinha ou em parceria com outras empresas, com participações majoritárias ou minoritárias. "Estamos com as mangas arregaçadas", diz o presidente da companhia, Lindolfo Zimmer, que até 2014, ainda na atual gestão, pretende incrementar o parque gerador em pelo menos 2 mil megawatts (MW). Isso significa um aumento de 38,7% em relação aos 5.158 MW atuais. O executivo não descarta aquisições e, como acredita na consolidação do setor, garante que fará parte do grupo "que vai dar as cartas".

A meta inclui projetos em andamento, como as usinas de Mauá e Colíder, e outras que planeja iniciar, como a São Jerônimo (da qual possui 41,2% dos 331 MW e negocia aumento de participação) e a pequena central hidrelétrica (PCH) Cavernoso II (19 MW). Ele também já conta com a compra de 30% de participação na usina Baixo Iguaçu, arrematada pela Neonergia em 2008 e cujas obras ainda não foram iniciadas. "Estamos reestruturando o projeto", conta Zimmer, adiantando que a ideia é reduzir o custo previsto de R$ 1,4 bilhão para R$ 1,2 bilhão, "para que a usina fique economicamente atraente". Parte da redução dos gastos pode vir da decisão de usar outra hidrelétrica da Copel, a José Richa, distante 15 quilômetros, como base logística para a construção e, depois, para a operação.

Tanto no caso da São Jerônimo como no da Baixo Iguaçu, a intenção é resolver as questões que estão pendentes ainda em 2011 e, em 2012, iniciar as construções. O reforço na área de geração, na opinião do executivo, que é engenheiro aposentado da Copel, tem relação com o histórico da companhia. "Já tivemos participação de 7% no mercado nacional e hoje temos menos de 5%", reclama. Zimmer lembra que acompanhou algumas negociações para a construção de usinas no estado, no passado. Ele conta, por exemplo, que a concessão da usina de Segredo (1.260 MW) foi conseguida pelo ex-governador Ney Braga durante viagem de avião para Foz do Iguaçu com o ex-presidente João Batista Figueiredo.

Sobre as obras em andamento e as futuras, o executivo diz ter preocupação com a segurança jurídica, com exigências posteriores que atrasam e oneram os projetos. "Para corrigir possíveis distorções, não é preciso parar a obra", defende. "Atraso custa cerca de R$ 300 mil por dia." Recentemente, a companhia teve de resolver problemas ambientais na construção da usina de Colíder, mas as obras foram retomadas. "Ela vai sair no prazo. Até antes", prevê, sobre o interesse de que o atual governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), inaugure a hidrelétrica. Mauá, por exemplo, vai ser inaugurada com um ano de atraso, no começo de 2012.

A Copel tem R$ 1,5 bilhão em caixa e, além dos futuros leilões, está em busca de outros negócios. A empresa fez edital de chamada pública no começo do ano e mais de uma centena de projetos apareceram. "Todos estão em análise", conta Zimmer. Foi assim que a estatal comprou participação em eólicas no Nordeste, em junho. Na semana passada, outra negociação de eólicas, também do Nordeste, estava sendo analisada na sede da companhia, em Curitiba. "Há empresas à disposição", afirma o presidente, que entre as opções em estudo cita participações do grupo Rede e também da Celg, de Goiás, além de pequenas distribuidoras e cooperativas de eletrificação rural.

A previsão de investimento de 2011 da Copel era de R$ 2 bilhões, sendo R$ 930 milhões em distribuição, mas o executivo explica que a velocidade foi menor no começo de governo e a soma deve chegar a R$ 1,7 bilhão no exercício. A empresa recebeu R$ 300 milhões em estoques e está reduzindo para pouco menos de R$ 50 milhões. O executivo reclama da falta de investimentos em distribuição nos últimos anos devido ao não repasse de aumentos nas tarifas de energia do governo anterior, que geraram multas por falta de qualidade.

Sobre as concessões que estão vencendo, o executivo defende que elas sejam renovadas e diz que vai "prevalecer o bom senso". "Já imaginou se o governo faz licitação, vem uma empresa chinesa e compra?"


Fonte: Valor Econômico
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