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Energia

Wirex planeja construir nova fábrica até 2012

30/06/2010 | 08h53

A Wirex, única empresa de capital 100% nacional entre as quatro maiores fornecedoras de cabos de energia que atuam no país, recém-concluiu um ciclo de investimentos de US$ 10 milhões e já está trabalhando em uma nova rodada de aportes, que deve envolver a construção de pelo menos mais uma fábrica e aplicação de outros US$ 10 milhões entre 2011 e 2012. De acordo com o diretor comercial da Wirex, Fernando Berardo, o plano de investimento será desenhado após a "recapitalização" da empresa. "Não podemos dar detalhes sobre o processo, porque a nova capitalização está andamento. Estamos em período de silêncio", diz.

A companhia de capital fechado, que está focada no mercado industrial desde 2000, é controlada por fundos de investimento e disputa um mercado estimado em aproximadamente 150 mil toneladas anuais, considerando-se apenas cabos de cobre, com multinacionais como Prysmian, Nexans e Phelps Dodge.

Segundo Berardo, nos últimos 12 meses, a Wirex foi procurada por grandes companhias, inclusive estrangeiras, interessadas em se associar ou investir na brasileira. "Pelos menos quatro empresas do setor nos procuraram, porque o potencial aberto pelas grandes obras de infraestrutura é muito grande." Projetos como os das usinas do rio Madeira e o da usina de Belo Monte chamaram a atenção de grandes conglomerados estrangeiros, diante do vulto das obras. Somente para a transmissão da energia gerada pelas usinas do Rio Madeira, exemplifica Berardo, serão utilizados 140 mil toneladas de cabos de alumínio, ou 40% mais que a estimativa sobre o tamanho do mercado brasileiro, de 100 mil toneladas por ano.

Nesse nicho, explica o executivo, a Wirex ainda não tem condições de atuar por conta do tamanho da operação. Hoje, a empresa pode produzir 12 mil toneladas por ano de cabos de cobre e 5 mil toneladas anuais de cabos de alumínio. "Mas esses projetos geram um outro tipo de demanda, a de cabos que serão usados na própria instalação. E aí podemos concorrer", diz. A Wirex atua ainda no segmento de cabos de bateria automotiva, que responde por cerca de 20% do faturamento.

Em 2008, a empresa faturou US$ 200 milhões e, no ano passado, viu suas vendas recuarem a US$ 150 milhões, devido à crise financeira e suspensão de projetos na área de mineração, petróleo e infraestrutura. Nesse período, optou por congelar o plano de duplicar a capacidade de produção de cabos de média tensão, o que acabou se efetivando no primeiro trimestre de 2010, com a implantação da quarta máquina catenária e investimentos da ordem de US$ 5 milhões. Com o aporte, a empresa entrou ainda no segmento de cabos de 69 Kv.

Para este ano, afirma Berardo, a expectativa é de que o faturamento gire em torno de US$ 170 milhões. "Estamos muito expostos às oscilações do preço do cobre e do alumínio, que têm impacto direto no faturamento", afirma. Por mês, são necessárias 700 toneladas de cobre, proveniente do Chile e do Peru, e 300 toneladas de alumínio, comprado de fornecedores no Brasil e na Argentina, para alimentar as linhas de produção da Wirex - a companhia tem uma fábrica em Santa Branca (SP), uma unidade operacional em Quatis (RJ) e escritórios comerciais em São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Sobre o novo ciclo de investimentos, o diretor explica que a empresa tem em foco dois mercados: transmissão de energia e cabos padronizados (usados na construção civil). "Conforme o planejamento, podemos ampliar a fábrica de Santa Branca para o primeiro e construir uma nova unidade, para cabos padronizados", afirma. No mercado de cabos para construção civil, ressalta Berardo, a proposta é trabalhar com produtos de maior valor, e não no segmento de cabos básicos, que concentra mais de 100 fornecedores no país. "Queremos, por exemplo, oferecer à Vale uma gama completa de cabos". A mineradora e a Petrobras aparecem entre os maiores clientes da empresa.
 
 



Fonte: Valor Econômico
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