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Angra I e II

Usinas nucleares realizam exercício do plano de emergência

23/10/2009 | 09h17

Foi realizado ontem (22), o exercício geral do plano de emergência da central nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), onde estão localizadas as usinas Angra 1 e Angra 2, controladas pela Eletronuclear, em Angra dos Reis (RJ). O Exercício transcorreu com tranquilidade, contando com a participação de 1000 pessoas, incluindo as organizações envolvidas e a população voluntária. Também estiveram presentes 13 peritos e observadores que exercem atividades na área nuclear em países como Peru, Uruguai, México, Guatemala, Chile, Cuba e Equador.



Pela primeira vez, a simulação aconteceu sob a coordenação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), órgão central do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron). O ministro chefe do GSI/PR, general Jorge Armando Félix, acompanhou as atividades ao lado do presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva.



O ministro declarou que, por ser a primeira vez que o exercício foi coordenado pelo seu gabinete, fez questão de acompanhar as atividades para se interar de todo o procedimento. Destacou que, devido o Sipron constituir um sistema, não há hierarquia, devendo as diversas organizações envolvidas trabalhar em equipe. Félix disse estar convicto da segurança das usinas e da eficiência das organizações envolvidas na simulação: "Acredito que, como qualquer atividade industrial, esta também envolve riscos. Mas tenho a convicção de que este risco é baixo, minimizado pela compreensão e competência das pessoas que trabalham no setor."



Para o assistente do Sipron e diretor do Exercício, coronel Saul Zardo Filho, a troca de experiência em exercícios anteriores permitiu que fosse aprimorada a legislação do setor e os procedimentos de resposta às emergências nucleares. "O objetivo do Exercício Geral é por em prática a vertente operacional do Plano de Emergência. Sempre buscamos o aperfeiçoamento permanente e, nos últimos anos, tenho percebido uma significativa melhora nos processos de comunicação e na área médica". Zardo lembrou ainda que, ao final de cada exercício, são elaborados relatórios que são enviados para diversas autoridades.



A organização detalhada das ações realizadas hoje foi realizada pelo Comitê de Planejamento de Resposta a Situações de Emergência Nuclear no Município de Angra dos Reis (Copren/AR). O comitê reúne representantes da Eletronuclear, CNEN, Prefeitura de Angra dos Reis, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Instituto Estadual do Ambiente (INEA), Defesa Civil e Corpo de Bombeiros.

 

O Exercício



Tendo como cenário a simulação de um acidente em Angra 1, o exercício permitiu avaliar a eficácia do plano, identificar possíveis pontos vulneráveis e aperfeiçoá-los. O quadro simulado incluiu o risco de liberação de radiação para o meio ambiente, a contaminação de um funcionário da usina e a decretação de situação de emergência. Parte dos residentes em um raio de cinco quilômetros em torno das usinas, incluindo habitantes das ilhas, foi removida e abrigada em escolas estaduais, municipais e no Colégio Naval de Angra dos Reis. Durante os meses de setembro e outubro, os moradores dessas comunidades assistiram a um ciclo de palestras sobre o Exercício.



Exército, Marinha e Aeronáutica mobilizaram aeronaves, embarcações e veículos terrestres. Integrantes da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária organizaram o deslocamento de automóveis e pedestres. Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e unidades hospitalares auxiliaram no atendimento à população. Profissionais da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), unidade do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), ficaram de prontidão para simular a medição da radioatividade na região e monitoramento de pessoas que possam ter recebido doses de radiação.



No período de 1996 a 2008, foram realizados diversos exercícios de resposta a emergência nuclear na CNAAA. Eles contaram com a participação de peritos e observadores nacionais e internacionais, incluindo integrantes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Essa troca de experiências já resultou no aprimoramento da legislação do setor e tem permitido um aperfeiçoamento contínuo dos procedimentos de resposta para uma situação de emergência.

 



Fonte: Redação
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