acesso a redes sociais
  • tumblr.
  • twitter
  • Youtube
  • Linkedin
  • flickr
conecte-se a TN
  • ver todas
  • versão online
  • Rss
central de anunciante
  • anunciar no site
  • anunciar na revista
Artigo Exclusivo

Uma ONIP reinventada?, por Armando Cavanha

19/12/2016 | 13h45

Por bastante tempo a entidade procurava colocar em uma mesma mesa diferentes atores da indústria de petróleo no Brasil. Entidades de classe, sindicatos de empresas, Governos Estaduais, Governo Federal, Federações de Indústria, a Petrobras, a ANP, o IBP, dentre outros.

As discussões sempre foram interessantes, focalizadas em como harminizar os interesses dos diversos componentes para o crescimento da atividade de óleo e gás de forma coerente, com forte predominância da indústria de bens e serviços deste segmento produtivo.

Muitas presenças de pessoas com algo a falar, discutir, debater, concluir.

Um viés político, por vezes, mas bem alinhavado, que não chegava a importunar com poucas influências partidárias ou mesmo Estaduais.

A ONIP - Organização Nacional da Indústria do Petróleo fez alguns movimentos mais ousados de deixar de ser apenas um fórum para ser também um provedor de projetos e serviços, como Certificadora de Conteúdo Local, depois analisadora da cadeia de suprimentos, depois o CIL para troca de Multa de Conteúdo Local por Investimentos, etc.

Em alguns momentos estas iniciativas adicionais de foco permitiram alguma vulnerabilidade, pois continham posicionamento, interesses financeiros, que já não cumpria a sua principal missão de isenção e imparcialidade.

O Prominp - Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural de certa forma competia com a ONIP, reduzida esta diferença pela habilidade dos gestores da ONIP no encaminhamento das propostas.

A Firjan - Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro detinha uma presença mais densa, pois sediava as reuniões e tinha representantes no Conselho da ONIP, obviamente influindo no direcionamento da entidade.

Mas o Brasil mudou.

A proteção regulatória do Conteúdo Local parece dar espaço para a Competitividade Local racional de mercado. Mais uma vez, pois isto ocorreu outras vezes no país, as vezes de forma temperamental como em 1990.

Tanto ONIP como Prominp parece terem menos entusiasmo do que anteriormente, pelo menos na percepção de muitos desta área de negócios.

A ONIP quem sabe deva ser repensada, revista em sua contribuição, reinventada. Sobrevive apenas se tiver outra dinâmica, outra visão, interesses novos voltados ao imprevisível momento da indústria local.

Vamos ver como será.



Fonte: Armando Cavanha F.
Seu Nome:

Seu Email:

Nome do amigo:

Email do amigo:

Comentário:


Enviar