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Combustíveis

Um novo recorde à vista para as exportações brasileiras de álcool

20/07/2005 | 00h00

As exportações brasileiras de álcool podem surpreender e superar os volumes negociados em 2004. Neste primeiro semestre, os embarques atingiram 1,159 bilhão de litros, 14,4% acima dos 1,013 bilhão de litros exportados no mesmo período de 2004, com a maior demanda da Ásia, segundo levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilado pela União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica). Em receita, os valores aumentaram 56,8%, para US$ 323 milhões.
No ano passado, os embarques brasileiros de álcool totalizaram 2,4 bilhões de litros, 216% acima de 2003, com receita próxima a US$ 500 milhões, segundo dados da Secex. A boa demanda foi puxada pela Índia e pelos Estados Unidos, principais importadores do produto brasileiro em 2004.
A expectativa do setor era de que os embarques brasileiros recuassem neste ano civil e também no ano-safra (abril a maio), sobretudo com a menor participação dos Estados Unidos, que registram altos estoques. Os dados deste primeiro semestre, contudo, mostram que os embarques podem manter os volumes de 2004 ou até superar neste ano civil, com a maior demanda da Índia e do Japão. Para o ano-safra 2005/06, os analistas ouvidos pelo Valor não acreditam que os embarques de álcool encontrem fôlego para bater novo recorde. Entre maio e junho deste ano, início da safra 2005/06, os embarques totalizaram 430 milhões de litros, 6,3% menor que o mesmo período da safra 2004/05. Na safra 2004/05, as exportações totalizaram 2,6 bilhões de litros.
Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Unica, lembrou que a Índia aumentou as importações de álcool combustível neste primeiro semestre, compensando a saída dos Estados Unidos, que reduziram pela metade os volumes importados no mesmo período. "O bom desempenho dos embarques em 2005 vai depender dos preços de mercado e, sobretudo do câmbio".
Para Plínio Nastari, presidente da consultoria Datagro, a Índia deve continuar com boa demanda neste segundo semestre. "O país teve problemas climáticos na safra passada. Apesar da recuperação a partir da nova colheita, a partir de outubro, a Índia deverá refazer seus estoques", disse.
A Índia respondeu por um quarto dos volumes brasileiros de álcool embarcados nos primeiros seis meses deste ano e por metade dos volumes embarcados entre maio e junho.
Júlio Maria Martins Borges, presidente da Job Economia e Planejamento, não acredita que os embarques brasileiros no ano civil de 2005 superem os volumes de 2004. "Em receita cambial, há condições de superar os valores de 2004, uma vez que o preço médio do álcool está bem maior que o do ano passado." Os preços médios de embarques neste ano estão em torno de US$ 300 por mil litros, ante as cotações entre US$ 220 e US$ 250 verificadas no ano passado. Para Martins Borges, as exportações devem desacelerar neste segundo semestre. A Job estima embarques entre 2 bilhões e 2,5 bilhões de litros para 2005.
Nastari, da Datagro, trabalha com volumes de 2,3 bilhões de litros para a safra 2005/06, que se encerra em abril do próximo ano. Para o ano civil, estima que a exportação possa repetir os volumes de 2004. "A entressafra desta safra terá menos álcool, ao contrário da safra passada, tirando o fôlego para os embarques em 2005/06".



Fonte: Valor Econômico
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