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Petrobras

Um beco sem saída: o acerto de contas

18/11/2014 | 11h42
Um beco sem saída: o acerto de contas
Divulgação Petrobras Divulgação Petrobras

Parece que diante dos escândalos de corrupção descortinados na Petrobras pela Operação Lava-Jato, a estatal encontra-se num beco sem saída: na coletiva de imprensa em que deveriam ter sido anunciados os resultados operacionais do terceiro trimestre de 2014, mais uma vez o balanço financeiro da empresa foi atrasado em razão da necessidade do ajuste contábil do valor dos seus ativos. Sem o acerto de contas, a Petrobras está inviabilizada de captar recursos no mercado financeiro. Nessa corrida contra o tempo, a companhia tem apenas seis meses de caixa sem precisar acessar nenhum mercado de dívidas. Esse é o impacto econômico da corrupção praticada dentro da empresa.

Apesar das investigações ainda em curso, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, explicou na coletiva que o levantamento de perdas está sendo feito com base nos depoimentos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da companhia, e do doleiro Alberto Yussef, no âmbito da delação premiada. De acordo com Barbassa, "eu prefiro esperar o valor que virá do cálculo que estamos fazendo (com base nos depoimentos). Se ficar no nível que estamos esperando, não haverá mudança no nível do pagamento de dividendos".

A presidente da Petrobras, Graça Foster, anunciou a criação da diretoria de Governança e Compliance, com o objetivo de verificar a conformidade da companhia com as regras impostas por lei e dar mais transparência ao mercado. Ela também afirmou que a empresa precisará de mais tempo para divulgar os seus resultados financeiros. "Propusemos ao Conselho criar uma diretoria de Governança. Recebemos apoio unânime do Conselho. Em face das atuais denúncias da Operação Lava Jato, a companhia não está pronta para divulgar seus resultados. Essas denúncias podem impactar potencialmente suas demonstrações. No dia 8 de outubro, os depoimentos dados por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef poderão levar a possíveis ajustes. E por isso é necessário mais tempo. Tempo também para se obter aprofundamento nas investigações dos escritórios em curso e aprimorar os controles internos" disse a presidente.

Graça também falou sobre a empresa holandesa SBM Offshore, que pagou propina para vários funcionários da Petrobras: "Ela oficializou a nós que pagou e corrompeu empregados da Petrobras. Então, não há menor chance de continuar trabalhando com essa empresa ou perimitir que ela participe de novas licitações até que tudo seja esclarecido".



Fonte: Redação TN
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