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Plataforma

Ultratec construirá módulos para a P-53

11/07/2005 | 00h00

Um mês depois de entregar a plataforma P-47, o Grupo Ultratec planeja para novembro deste ano o início da construção de cinco módulos da plataforma P-53 - no total de cinco mil toneladas - na unidade de produção e montagem de Niterói. A empresa prevê elevar a receita bruta em 10%, de R$ 499 milhões para R$ 550 milhões, neste ano, com novos empreendimentos. Segundo o presidente do Grupo Ultratec, Ricardo Pessôa, a projeção de inclui, além do mercado offshore, outros setores em que a empresa de engenharia e construção atua, como siderurgia, energia e petroquímica.
As duas plataformas foram contratadas pelas Petrobras ao Consórcio Marlim Leste (CML), formado por Ultratec, Queiroz Galvão e Iesa. Para atender aos contratos, a Ultratec investiu neste ano R$ 20 milhões na ampliação das instalações de Macaé, onde ocupa área de 50 mil metros quadrados, e na expansão do canteiro de obras de Niterói.
- Além dos cinco módulos previstos da P-53, poderemos ter outros dois da mesma plataforma. Sobre isso, aguardamos decisão do consórcio. Também estamos desenvolvendo no Rio de Janeiro os projetos de engenharia da unidade da Petrobras - explicou Pessôa.
A plataforma tem operação prevista para 2008 com capacidade de produzir 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás por dia. Ela será montada em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, em área cedida pelo estaleiro Aker Promar.
A unidade de construção e montagem da Ultratec em Niterói, que chegou a ter cerca de 400 funcionários durante a construção de módulos da P-47, está hoje com apenas 150 empregados. O hiato entre a entrega da plataforma e o início da construção da P-53 está sendo preenchido por pequenos serviços para a P-51 e P-52, ambas da estatal brasileira de petróleo.

Exportações seriam solução para ociosidade

Para Pessôa, uma das soluções para estes períodos de ociosidade, comuns no setor de construção naval e offshore, seria ingressar no mercado externo, onde existe demanda constante de empresas multinacionais:
- Estamos capacitados tecnologicamente para exportar plataformas, mas não temos competitividade por causa do elevado custo da mão-de-obra e a baixa cotação do dólar, o que encarece o produto no exterior. A contratação de plataformas fixas da Petróleo de Venezuela (PDVSA), que podem ser construídas no Brasil, parecem ainda distantes - disse o presidente da Ultratec.
Apesar da demanda de US$ 1,9 bilhão da Transpetro (subsidiária de transporte da Petrobras), o presidente da Ultratec garante que a empresa não irá ingressar no mercado de construção de embarcações. Segundo ele, seria necessário a abertura de uma nova empresa dentro do Grupo, o que não está nos planos atuais. "Construir embarcações exige uma outra engenharia, completamente diferente da dos topside de plataformas", afirmou o executivo.
O crescimento de 10% previsto pela Ultratec para este ano será, em parte, impulsionado pelo segmento de siderurgia. Pessôa lembra que existem projetos de usinas de grandes empresas como Gerdau, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Companhia Siderúrgica Tubarão (CST) em desenvolvimento. "É um setor que está aquecido e vamos participar da disputa", disse ele.
Por outro lado, o setor elétrico permanece estagnado depois do novo adiamento do leilão de energia nova, que foi transferido pelo Ministério de Minas e Energia do primeiro semestre deste ano para dezembro. Serão 17 empreendimentos hidrelétricos, que estão sendo submetidos ao licenciamento ambiental.
No setor petroquímico, a empresa está envolvida em nova unidade de coqueamento da Replan (Refinaria de Paulínia) e pretende participar das licitações das obras na Refinaria Henrique Lage (Revap) e na Refinaria Presidente Vargas (Repar), todas da Petrobras.



Fonte: Jornal do Commercio
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