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Política

Troca na Petrobras não deve afetar gestão

05/07/2005 | 00h00

Os sinais cada vez mais fortes de que a presidência da Petrobras e talvez parte de sua diretoria sejam oferecidas para fortalecer a base aliada do governo ainda não trouxe preocupação a analistas do mercado financeiro. A avaliação corrente entre profissionais ouvidos ontem pelo Valor, com a condição de não serem identificados, é de que Lula trocará um político, José Eduardo Dutra, por outro, e por isso a gestão da companhia não será afetada.
"Felizmente, a Petrobras é uma empresa tocada pelo corpo técnico. Eles têm tocado áreas mais sensíveis, como a exploração e produção, ocupando cargos de gerência. E os próximos resultados da área operacional são tão bons que não importa quem vem, a não ser que façam muita besteira", disse uma analista, referindo-se também aos rumores sobre a mudança da diretoria de exploração e produção (E&P) ocupada por Guilherme Estrella.
"Se colocarem outro político na presidência, o governo vai trocar seis por meia dúzia", opinou um analista que trabalha para uma instituição estrangeira.
"A Petrobras tem um corpo técnico muito bom que toca a companhia. O que tinha que piorar já piorou. Houve uma queda da governança da companhia e isso começou com a saída do (Philippe) Reichstul. Um exemplo de piora é a priorização para execução de projetos no Brasil, o que é mais caro e demora mais tempo", afirma outro executivo de um banco.
Na avaliação dessa mesma fonte, todas as revisões dos planos de investimentos da Petrobras no governo Lula resultaram em aumento de gastos sem que isso trouxesse um aumento da capacidade, seja de produção, de refino ou qualquer outra. "Não houve melhora nos ativos, mas o corpo técnico consegue segurar a companhia. Por isso, com a saída de Dutra as coisas não podem piorar muito", avalia.
Nesse sentido, o anúncio de uma troca no comando da estatal não deve trazer turbulência para as ações. Os próprios analistas acham que o primeiro momento pode trazer algum abalo nas cotações resultado da insegurança, com as cotações se recuperando em seguida. "A empresa é excepcionalmente boa e (a ação) é barata", resumiu.
O assédio político à Petrobras é permanente em todos os governo, e no de Lula ganhou grandes proporções quando veio a público a tentativa do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, de nomear Djalma Rodrigues para "a diretoria que fura poço e acha petróleo". No dia 17 de junho o petista Delcídio Amaral, presidente da CPI dos Correios, pediu na tribuna do Senado a demissão do diretor da área de gás e energia da Petrobras, Ildo Sauer.
Quando a atual diretoria assumiu, em janeiro de 2003, houve grande inquietação entre analistas do mercado. A indicação do diretor financeiro e de relações com investidores, José Sérgio Gabrielli, professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), foi criticada devido à sua falta de experiência no setor petrolífero e mercados financeiros.



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