Petróleo e Gás

Terceirização tecnológica pode ser empecilho aos projetos no pré-sal

País não cria legado e promove retrabalho.

Agência Brasil
20/08/2012 09:37
Terceirização tecnológica pode ser empecilho aos projetos no pré-sal Imagem: Divulgação Visualizações: 416

 

Na área de tecnologia da informação (TI), como na maior parte dos demais setores econômicos no Brasil, existe hoje carência de mão de obra. Isso se deve, segundo o presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet regional Rio de Janeiro (Assespro-RJ), Ilan Goldman, ao “rápido crescimento do país nos últimos anos”.
Para ele, mesmo que o Brasil experimente agora uma diminuição no crescimento econômico, essa carência vai se manter, porque já estava ocorrendo. Goldman lembrou, entretanto, que o setor de TI não tem a percepção de que a falta de mão de obra possa ser uma barreira à exploração específica do petróleo na camada pré-sal. O problema no setor de TI para o pré-sal, disse ele, está no modelo com que as empresas contratam, de fato, a tecnologia nacional.
“O modelo hoje é de terceirização. E a terceirização envolve um retrabalho. Ou seja, cada vez que você faz um projeto, tem que aprender de novo sobre aquele assunto, implantar o projeto e colocar para funcionar”. O modelo defendido pela Assespro para o pré-sal e, por extensão, para todo o setor de petróleo e gás, é a retenção e a transferência do conhecimento.
Nesse modelo, as empresas vão se especializando em determinados assuntos ligados a óleo e gás. “Com isso, você começa a construir um legado e esse legado você pode repetir e ir melhorando ao longo do tempo, nas várias situações que vão se criando”. Com o conhecimento, o presidente da Assespro-RJ acredita que o Brasil conseguiria minimizar em grande parte o problema da escassez de mão de obra e trazer para dentro da TI nacional os projetos ligados à área de tecnologia em óleo e gás. “Essa é a nossa visão”.
O novo modelo evitaria que o conhecimento fosse exportado, deixando de ser  retido no Brasil. “É exatamente o que acontece. Como nós não criamos legado, cada vez que a gente faz um projeto, a gente gasta o dinheiro, mas não sobra nada após o fim do projeto, exceto o próprio projeto. As empresas e as pessoas que participaram dele  não dão continuidade, não detêm o conhecimento, não são as proprietárias, você não gera esse conhecimento, você não transforma isso em benefício para a sociedade. Se alguém pedir alguma coisa parecida, você vai fazer tudo de novo”.
Esse é o oposto do modelo adotado fora do Brasil. Ele citou, particularmente, o caso da Noruega, que era um país com as mesmas dificuldades do Brasil mas que, quando encontrou petróleo no pré-sal, ”teve a percepção de valor e decidiu construir conhecimento da informação, mesmo que isso custasse um pouco mais no início. Mas, vou ganhar lá na frente. E foi o que aconteceu”. O Brasil, reiterou Goldman, não está repetindo esse modelo, apesar de já ser consagrado e conhecido.

Na área de tecnologia da informação (TI), como na maior parte dos demais setores econômicos no Brasil, existe hoje carência de mão de obra. Isso se deve, segundo o presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet regional Rio de Janeiro (Assespro-RJ), Ilan Goldman, ao “rápido crescimento do país nos últimos anos”.


Para ele, mesmo que o Brasil experimente agora uma diminuição no crescimento econômico, essa carência vai se manter, porque já estava ocorrendo. Goldman lembrou, entretanto, que o setor de TI não tem a percepção de que a falta de mão de obra possa ser uma barreira à exploração específica do petróleo na camada pré-sal. O problema no setor de TI para o pré-sal, disse ele, está no modelo com que as empresas contratam, de fato, a tecnologia nacional.


“O modelo hoje é de terceirização. E a terceirização envolve um retrabalho. Ou seja, cada vez que você faz um projeto, tem que aprender de novo sobre aquele assunto, implantar o projeto e colocar para funcionar”. O modelo defendido pela Assespro para o pré-sal e, por extensão, para todo o setor de petróleo e gás, é a retenção e a transferência do conhecimento.


Nesse modelo, as empresas vão se especializando em determinados assuntos ligados a óleo e gás. “Com isso, você começa a construir um legado e esse legado você pode repetir e ir melhorando ao longo do tempo, nas várias situações que vão se criando”. Com o conhecimento, o presidente da Assespro-RJ acredita que o Brasil conseguiria minimizar em grande parte o problema da escassez de mão de obra e trazer para dentro da TI nacional os projetos ligados à área de tecnologia em óleo e gás. “Essa é a nossa visão”.


O novo modelo evitaria que o conhecimento fosse exportado, deixando de ser  retido no Brasil. “É exatamente o que acontece. Como nós não criamos legado, cada vez que a gente faz um projeto, a gente gasta o dinheiro, mas não sobra nada após o fim do projeto, exceto o próprio projeto. As empresas e as pessoas que participaram dele  não dão continuidade, não detêm o conhecimento, não são as proprietárias, você não gera esse conhecimento, você não transforma isso em benefício para a sociedade. Se alguém pedir alguma coisa parecida, você vai fazer tudo de novo”.


Esse é o oposto do modelo adotado fora do Brasil. Ele citou, particularmente, o caso da Noruega, que era um país com as mesmas dificuldades do Brasil mas que, quando encontrou petróleo no pré-sal, ”teve a percepção de valor e decidiu construir conhecimento da informação, mesmo que isso custasse um pouco mais no início. Mas, vou ganhar lá na frente. E foi o que aconteceu”. O Brasil, reiterou Goldman, não está repetindo esse modelo, apesar de já ser consagrado e conhecido.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Energia Elétrica
Modelo simplificado viabilizou 70% das migrações ao merc...
06/05/26
Investimentos
Biocombustíveis podem adicionar até R$ 403,2 bilhões ao PIB
05/05/26
Bacia de Santos
Acordos de Individualização da Produção (AIP) das Jazida...
05/05/26
Energia Solar
ENGIE investirá R$ 5 milhões em três projetos para inova...
05/05/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Média de abril é a mais baixa em quase doi...
05/05/26
Pessoas
Josiani Napolitano assume presidência da ABiogás em mome...
05/05/26
Internacional
Na OTC Houston 2026, Firjan SENAI realiza edição interna...
04/05/26
Reconhecimento
BRAVA Energia recebe prêmio máximo global do setor pelo ...
04/05/26
Internacional
Brasil reafirma protagonismo tecnológico na OTC Houston ...
04/05/26
Pré-Sal
PPSA encerra 2025 com lucro líquido de R$ 30,1 milhões
04/05/26
Resultado
Com 5,531 milhões boe/d, Brasil segue com produção recor...
04/05/26
Sustentabilidade
Ipiranga lança Relatório de Sustentabilidade 2025 com av...
02/05/26
Internacional
Brasil reafirma protagonismo tecnológico na OTC Houston ...
02/05/26
Combustíveis
Diesel lidera alta dos combustíveis em abril, mostra Mon...
30/04/26
Reconhecimento
BRAVA Energia recebe prêmio máximo global do setor pelo ...
30/04/26
Etanol
E32 impulsiona etanol e reforça liderança do Brasil em b...
30/04/26
Meio Ambiente
Brasil aparece entre maiores emissores de metano em ater...
30/04/26
Oferta Permanente
Audiência pública debate inclusão de novos blocos no edi...
30/04/26
Exportações
Setor de óleo e gás e parlamentares discutem Imposto de ...
29/04/26
Evento
PortosRio participa do Rio de Janeiro Export 2026 e dest...
29/04/26
Royalties
Valores referentes à produção de fevereiro para contrato...
29/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.