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Petróleo

Sonangol avança no mar do Brasil

23/11/2009 | 09h53

Uma empresa estatal africana está fazendo uma aposta no Brasil com negócio avaliado em US$ 180 milhões pelo mercado. A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) está a um passo de consolidar suas atividades no setor de petróleo no Brasil assumindo o controle da brasileira Starfish Oil & Gas, da qual já detém fatia de 18% adquirida em uma emissão privada de ações. O diretor geral da Sonangol Pesquisa e Produção no Brasil, Candido Cardoso, não confirma esse valor. Diz apenas que não concluiu a compra. "Faltam alguns aspectos legais", disse o executivo.



A negociação envolve cerca de 80 acionistas da Starfish e começou em agosto. Com a aquisição do controle, a estatal angolana passa a ser operadora de blocos no mar brasileiro, onde ainda não produz nem petróleo nem gás. A própria Starfish se prepara para iniciar a produção em terra, no Rio Grande do Norte. A aquisição no Brasil faz parte da estratégia de internacionalização dos negócios da angolana, que já tem presença na Europa. O principal alvo é Portugal, onde a antiga colônia é acionista da Galp Energia com 15%, e do banco Millennium BCP, que opera na África através do Millennium Angola. A imprensa portuguesa noticiou recentemente a possibilidade do grupo africano se tornar sócio da Energias de Portugal (EDP).



Como acionista da Galp, a Sonangol participa indiretamente do campo Tupi, no pré-sal da bacia de Santos, onde a portuguesa tem 10%. A presença de Angola na Galp se dá por meio da participação majoritária da Sonangol em uma empresa chamada Esperaza Holding BV, que por sua vez tem 45% de outra holding, a Amorim Energia (do bilionário português, Américo Amorim), que tem 33,34% da Galp. Apesar de não ser oficial, é conhecida na Europa a presença de Isabel dos Santos, filha do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, no capital da Esperaza.



A internacionalização da Sonangol começou pela África, com a entrada na Nigéria, Gabão e Guiné Equatorial e outros países e chegou até o Golfo do México americano, onde é sócia da Cobalt. Na América Latina ela opera na Venezuela e no Brasil e enquanto discute negócios em outros países escolheu o Rio de Janeiro como sua sede para a área de exploração e produção. A empresa também tem escritórios em Londres, Houston e Cingapura mas com foco na comercialização de petróleo cru.



"Nossos objetivos são claros: escolhemos o Brasil, queremos ampliar a presença aqui e mostrar que viemos para ficar", diz Cardoso.



Atualmente, Angola produz 2 milhões de barris de petróleo ao dia, abaixo da capacidade instalada de extração no país, que é de 2,4 milhões de barris, e dentro da cota fixada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) da qual é membro desde 2006. Como operadora, a empresa produz apenas 100 mil barris ao dia, o que corresponde a 5% da produção atual daquele país. Angola ainda não é autossuficiente em refino, o que deve mudar com a entrada em operação de uma nova refinaria com capacidade de processar 200 mil barris de petróleo que está sendo construída em Lobito.



Angola adota o sistema de partilha de produção e lá a Sonangol tem funções equivalentes às da Petrobras e da Agência Nacional do Petróleo (ANP) ao mesmo tempo, guardadas as proporções. Apesar de ser uma estatal, a Sonangol só foi habilitada para operar na exploração naquele país em 1992, quando foi criada a divisão de Pesquisa e Produção. Nenhuma companhia pode operar em Angola sem se associar a ela através de um contrato de partilha no qual ela tem o direito de escolher se quer entrar ou não, assim também como sua participação acionária.



As maiores empresas do mundo têm presença no país como operadores ou parceiros. No primeiro caso estão Esso, BP, Chevron e Total, entre outras. A Petrobras é parceira de projetos através da Braspetro, seu braço internacional. Outras parceiros são a norueguesa Statoil, Eni, Repsol e Odebrecht.



Fonte: Valor Econômico
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