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Equipamentos

Rolls-Royce aposta em maior geração de energia no país

24/02/2005 | 00h00

A Rolls-Royce, gigante britânica que desenvolve projetos de engenharia com aplicações no mar, terra e ar, está crescendo na área de energia no Brasil de olho em dois nichos de mercado: o fornecimento de módulos de geração para as plataformas da Petrobras e a construção de termelétricas.
Até 2009, a empresa prevê vender US$ 300 milhões no país com 15 turbinas para as plataformas P-51, P-52, PRA-1 e P-53, encomendadas pela estatal. Em outra frente, aguarda pelo leilão de energia nova, dentro do novo modelo do setor elétrico, para erguer em São Paulo uma térmica de 240 megawatts (MW) com investimento estimado até US$ 250 milhões.
O projeto da térmica pertence à empresa Capuava Geração, controlada pela Rolls-Royce Power Ventures, subsidiária do grupo inglês para o negócios de energia. A Capuava Geração já construiu uma usina de 17 MW dentro da Petroquímica União (PQU) e se desfez do ativo. A térmica de 240 MW é também para a PQU, disse o presidente da Rolls-Royce para a América do Sul, Francisco Itzaina.
O executivo salientou que o desenvolvimento da usina depende da assinatura de contrato de compra e venda de energia, o que espera conseguir via leilão. Informou que o projeto de co-geração conta com licença de operação e as turbinas foram compradas. Também existe contrato para suprimento de vapor com a PQU, que fornecerá o gás para a usina. "A geração de energia é uma das áreas com maior potencial de crescimento para a empresa no Brasil, mas a co-geração ainda precisa ser estimulada", ponderou.
No total, Itzaina estima que a empresa já tenha contratado a venda 40 turbinas na América do Sul, das quais menos da metade em operação. Um dos filões da Rolls-Royce é a entrega de turbinas para projetos industriais. Os outros segmentos nos quais a empresa atua, o marítimo, com projetos para navios de apoio ao setor de petróleo, e o de aviação, com a fabricação e reparo de turbinas para aviões civis e militares, também têm perspectivas favoráveis.
Uruguaio, Itzaina fez a maior parte de sua carreira de executivo no Brasil trabalhando muitos anos para a canadense Moore Brasil, empresa do setor gráfico. Em 2003, aceitou o desafio de responder pelas operações da Rolls-Royce na região, que incluem quatro áreas de atividade (aviação, defesa, energia e marítima) às quais estão subordinadas 14 unidades de negócios.
Em 2004, as operações da empresa na América do Sul faturaram US$ 700 milhões, número que deve se repetir em 2005 e 2006. Cerca de 80% têm origem no Brasil. No mundo, a Rolls-Royce alcançou receita líquida de 5,93 bilhões de libras esterlinas em 2004, quando os pedidos em carteira somaram 21,5 bilhões de libras (18,9 bilhões em pedidos firmes.
"Temos uma posição privilegiada porque participamos de projetos de porte mundial, que cobrem os próximos 20 anos, na área de engenharia para energia em mar, terra e ar", afirmou Itzaina. Segundo ele, interessa à empresa participar do esforço de desenvolvimento sustentado do Brasil, inclusive porque tem a oferecer produtos de alta tecnologia. Um exemplo é o fornecimento de módulos de energia para as plataformas de petróleo da Petrobras, na qual a empresa tem boas perspectivas futuras.
O preço do petróleo em alta e o esforço da Petrobras em atingir a auto-suficiência, o que implica no desenvolvimento de novos campos, devem levar a Rolls-Royce a obter novas encomendas de bens e equipamentos. A empresa já foi sub-contratada, no passado, para fornecer módulos de geração às plataformas Pargo, P-18, P-43 e P-48. Agora, pela primeira, ganhou contratos diretos da estatal para outros grandes projetos - as plataformas P-51, P-52, PRA-1 e P-53, que apontam previsão de receita de US$ 300 milhões até 2009.
O valor inclui a prestação de serviços de manutenção para os módulos, o que exigirá um time de até 120 técnicos da empresa, em Macaé, no litoral Norte fluminense, que funciona como base de apoio para as operações "off shore" na Bacia de Campos. Cada grande plataforma tem mais de 120 MW de potência instalada (para bombeamento e para operação da unidade). Os módulos da P-51 e da P-52 estão sendo construídos no estaleiro Mc Laren, no Rio de Janeiro.



Fonte: Valor Econômico
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