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Empresas

Resultado fraco de 2011 derruba outra vez as ações da Petrobras

15/02/2012 | 17h06
De nada adiantaram as explicações dadas ontem (14) em entrevista pelo diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, sobre os fatores que levaram à redução pela metade do lucro da empresa no quarto trimestre do ano passado.

Preocupados com o contínuo aumento da importação de gasolina, a falta de perspectiva de repasse do preço internacional do petróleo e a projeção de produção ainda tímida em 2012, investidores castigaram ontem mais uma vez os papéis da empresa, que fecharam com queda de cerca de 5% na Bolsa.

"[A queda das ações] Ainda é rescaldo do resultado. A importação continua a crescer e a margem vai continuar baixa", diz Luiz Otavio Broad, da Ágora Investimentos.

Com o fraco desempenho da estatal, a Ágora substituiu neste mês as ações da Petrobras pelas da OGX, do empresário Eike Batista, como principal recomendação de compra do setor, apesar de manter indicação de compra para Petrobras.

Em teleconferência, Barbassa mostrou aos analistas fatores que podem ter levado o mercado a apostar em um lucro maior para a companhia do que o concretizado. No quarto trimestre do ano passado, o lucro foi de R$ 5 bilhões, com queda de 52% em relação ao mesmo período do ano anterior e também metade do valor projetado pelos analistas.

Segundo Barbassa, o mercado pode não ter levado em conta o efeito da depreciação cambial média sobre os custos, da ordem de R$ 2,6 bilhões no lucro operacional; o aumento de 28% para 32% da venda de produtos importados; a formação de estoques no exterior, que abateram R$ 738 milhões do lucro operacional; a baixa dos poços secos (que não produzem mais), no valor de R$ 693 milhões; e a mudança contábil em relação às controladas da empresa, que significou impacto de R$ 736 milhões, entre outros.

Por outro lado, Barbassa acenou com investimentos maiores neste ano, com foco no aumento de produção, com previsão de adicionar 367 mil barris diários à média de 2011, que fechou em 2,021 milhões de barris diários.

O declínio natural dos campos deve reduzir, no entanto, algo entre 7% e 10% da produção total, lembrou o diretor, o que deixa a produção de 2012 próxima à do ano passado. A expectativa é que apenas em 2013 os volumes sejam maiores.

A empresa pretende investir R$ 87,5 bilhões neste ano, 21% a mais do que em 2010, sendo 48% em exploração e produção.


Fonte: Folha de São Paulo
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