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Reservas são estratégicas e produtos são commodities, por Armando Cavanha

21/11/2016 | 09h55
Reservas são estratégicas e produtos são commodities, por Armando Cavanha
Agência Petrobras, Stéferson Faria Agência Petrobras, Stéferson Faria

Há frequentemente discussões se petróleo é estratégico ou commodity. Quem sabe seja ambas as coisas. Como riqueza natural de um país, pertencente aos indivíduos que o compõe, assim como riqueza natural, cultural ou financeira, seria estratégico. Nem sempre já descoberto, petróleo é uma riqueza natural que poderia ser utilizada em benefício da sociedade como um todo, para alavancar desenvolvimento de um país, colocá-lo em melhores condições sociais que as anteriores. Um bem local, em terras ou águas nacionais. Quem o tem, em reservas e reservatórios, direciona seus caminhos de uma forma ou de outra, importa menos, exporta mais, se industrializa, se protege, monetiza, etc. Ou, pelo menos deveria.

Porém, a partir da produção dos fluidos, gas ou óleo, e mesmo seus derivados, estes se tornariam commodities. Por exemplo, há países em que existe ampla malha de escoamento da produção, sendo que após um operador disponibilizar o fluido na superfície, o entrega a um operador logístico que qualifica, quantifica e mistura fluidos compatíveis em um envio conjunto de muitos donos para um terminal em terra. É remunerado, o produtor vendedor, pela qualidade e volumes entregues, medidos na superfície, antes do envio.

Uma empresa, local ou estrangeira, para explorar e depois produzir, paga bônus de assinatura por um bloco, supostamente resultado de uma licitação competitiva de maior preço. Quando ela quantifica o bônus a ofertar, leva em conta volumes possíveis, preços futuros, custos de exploração e desenvolvimento da produção, porosidade, permeabilidade e outras características dos reservatórios, logística, impostos, capacidade de investimento, viabilidade de contratações, royalties, participação especial, riscos de toda natureza, estabilidade contratual e jurídica do país, etc. E o seu lucro pretendido, obviamente. A produção pertenceria à empresa, mas a reserva seria nacional, do país. Merecem ser cuidadosamente tratadas, sob fiscalização e controle.

Portanto, assim petróleo seria estratégico e commodity ao mesmo tempo, a depender da fase da cadeia produtiva referida. Isto gera, certamente, discussão, que poderia ser qualificada e sem ideologias asfixiantes, de qualquer lado. Os focos deveriam ser os negócios, empregos, geração de riqueza para o Estado, empresas e trabalhadores.

Na figura (Sam Savage), a média da profundidade anunciada é de 1 metro, mas em um determinado ponto alguém de altura de mais de 1,80 metros se afogaria. Como comparação, a media, dita isoladamente, é perigosa. 

 

 

Portanto, assim petróleo seria estratégico e commodity ao mesmo tempo, a depender da fase da cadeia produtiva referida. Isto gera, certamente, discussão, que poderia ser qualificada e sem ideologias asfixiantes, de qualquer lado. Os focos deveriam ser os negócios, empregos, geração de riqueza para o Estado, empresas e trabalhadores. Na figura (Sam Savage), a média da profundidade anunciada é de 1 metro, mas em um determinado ponto alguém de altura de mais de 1,80 metros se afogaria. Como comparação, a media, dita isoladamente, é perigosa



Fonte: Armando Cavanha F.
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