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Repsol alcança benefício líquido de 1.257 milhões de euros

12/11/2009 | 16h34

A petroleira Repsol obteve nos primeiros meses de 2009 um benefício líquido de 1.257 milhões de euros em um cenário marcado pela queda dos preços internacionais do petróleo e do gás, e a brusca caída das margens de refino na Espanha. O resultado, comparado com os apresentados pelas demais empresas do setor, supõe uma queda de 55,4% frente ao mesmo período de 2008.

 

O resultado de exploração do Grupo Repsol YPF foi de 2.484 milhões de euros, 51% inferior aos primeiros nove meses do ano anterior. No entanto, durante o terceiro trimestre de 2009, esses resultados experimentaram uma ligeira melhora em comparação aos mesmos índices obtidos no trimestre anterior, reflexo dos sinais de recuperação mostrados pelo cenário econômico.

 

Queda dos preços

 

Durante os primeiros nove meses do ano, os resultados do setor petroleiro foram severamente afetados pela queda da demanda e dos preços internacionais de petróleo e gás, incluindo as restrições de produção impostas pela OPEP e a brusca queda das margens de refino.

 

Ao longo do período, a cotação media do petróleo Brent foi de 57,3 dólares/barril, cerca de 48,4% inferior aos 111,1 dólares/barril dos primeiros nove meses de 2008. O petróleo West Texas também foi cotado a 57,3 dólares/barril, cerca de 49,5% abaixo dos 113,5 dólares/barril de 2008. Sobre o valor do gás, o preço médio de Henry Hub no período ficou em 3,9 dólares/MBtu, frente aos 9,7 dólares do ano anterior, o que supõe uma queda de 59,8%. Já as margens de refino na Espanha diminuíram 74,3% no período, passando de 7 dólares/barril a 1,8 dólares/barril.

 

Situação Financeira e dívida

 

O plano extraordinário de economia de custos de 1.500 milhões de euros, realizado pela companhia, em resposta ao atual contexto econômico, continua sendo desenvolvido com sucesso. Além de reduzir os gastos corporativos e de congelar as remunerações do Presidente, do Conselho de Administração e da Diretoria da companhia, a Repsol segue renegociando contratos com fornecedores para adequá-los ao novo cenário macroeconômico.

 

A dívida financeira líquida da Repsol, em 30 de setembro, ficou em 10.575 milhões de euros, o que supõe um aumento de 170 milhões de euros, em comparação ao trimestre anterior, mesmo tendo sido realizado no terceiro trimestre o pagamento do dividendo complementar correspondente ao exercício de 2008, no valor de 641 milhões de euros. A divisão da dívida sobre o capital empregado ao fim do trimestre ficou em 29,6%.

 

Descontando o efeito da consolidação da dívida da Gás Natural, a dívida líquida da Repsol ficou em 4.062 milhões de euros, com uma divisão de dívida líquida sobre o capital empregado de 14,2%.

 

Forte queda nas margens de refino

 

O resultado de exploração da área de Downstream nos nove primeiros meses de 2009 chegou a 766 milhões de euros frente aos 1.540 milhões de euros do mesmo período de 2008, o que representa uma queda de 50,3% como consequência da queda das margens de refino e do impacto contável do efeito inventário.

 

O plano de economia de custos promovido pela Repsol permitiu uma redução dos custos fixos no negócio do refino, que atenuaram os efeitos da debilidade mostrada nas margens do refino em 2009. Além disso, o bom comportamento dos negócios de GLP e Marketing no terceiro trimestre contribuiu de maneira positiva o resultado da área.

 

Já os investimentos da área de Dowstream chegaram a 1.209 milhões de euros e foram destinados, sobretudo, aos projetos em curso em Cartagena e Bilbao.

 

Melhores preços

 

O resultado de exploração da YPF caiu em 36,6% nos primeiros nove meses de 2009, em comparação ao mesmo período do ano anterior até chegar ao patamar de 663 milhões de euros.

 

Esta queda foi produzida mesmo com o incremento aplicado aos preços do gás e aos produtos vendidos em estações de serviço, que não puderam compensar, em sua totalidade, a menor demanda deste, os menores ingressos obtidos por sua venda que – embora localmente vendidos na Argentina – estão sujeitos à cotação internacional e ao impacto negativo do tipo de câmbio.

 

Nesse período, a produção da YPF foi de 587.980 barris equivalentes de petróleo por dia, com uma queda de 5,6% frente ao mesmo período do ano anterior, que está relacionada ao declínio natural dos campos maduros próprios da zona e aos efeitos de uma greve de trabalhadores no terceiro semestre. Os investimentos somaram 618 milhões de euros, e foram destinados a projetos de desenvolvimento de exploração e produção.

 

Impacto positivo da integração gás natural/ união ferrosa

 

O resultado da exploração de Gás Natural SGS nos nove primeiros meses de 2009 alcançou 560 milhões de euros, frente aos 423 milhões de euros do mesmo período do ano anterior, o que representa um crescimento de 32,4%. Nesse aumento, vale destacar o impacto positivo da integração da União Fenosa nos resultados da Gás Natural.

 

Os investimentos da Gás Natural chegaram a 4.840 milhões de euros e foram destinados para aumentar sua participação na União Fenosa e nas atividades de distribuição e geração elétrica.



Fonte: Redação
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