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Negócios

Rede Energia descarta venda de empresas

24/09/2009 | 03h41

Embora pressionada por uma dívida bruta de R$ 5,74 bilhões ao final de junho - sendo R$ 1,59 bilhão no curto prazo - a Rede Energia (antiga Grupo Rede) descarta a venda do controle de suas nove empresas em distribuição, que cobrem 34% do território nacional. A empresa, porém, admite a entrada de novos sócios, ou a ampliação da fatia dos atuais acionistas, que injetem capital nas concessionárias, cujos recursos contribuirão para suportar os altos investimentos nas redes elétricas do grupo com vistas a reduzir as perdas comerciais e a inadimplência.



Nos últimos meses, a Rede Energia se viu no centro de notícias sobre a venda de seus ativos, como a Enersul (MS) e a Celpa (PA), como uma estratégia de capitalização para fazer frente ao pesado nível de endividamento. Ao final de junho deste ano, a relação dívida líquida/Ebitda do grupo era de 4,6 vezes, para um Ebitda de R$ 1,131 bilhão nos últimos 12 meses e uma dívida líquida de R$ 5,227 bilhões.



Recentemente, a agência de risco Moody"s classificou, em relatório, como "insustentável" o atual nível da dívida. O ponto de interrogação no mercado é se a companhia conseguirá adequar o seu endividamento à sua capacidade de geração de caixa.



A intenção de ter um parceiro minoritário nas empresas do grupo encontra eco na intenção manifestada pela Eletrobrás de ampliar a sua participação na Celpa. A holding federal detém 34,24% do capital total da concessionária, e o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da estatal, Astrogildo Quental, manifestou a vontade de ampliar a fatia acionária na distribuidora sem alterar o controle, que permaneceria com a Rede Energia.



Recentemente, o presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz, ressaltou que a empresa está preocupada com as condições de abastecimento de energia no Pará. Além da Celpa, a holding federal detém 40,92% do capital total da Cemat, cujo controle também está nas mãos da Rede Energia. A Cemig é outra empresa apontada pelo mercado que teria interesse nos ativos do grupo privado.





consolidação. Nos planos do empresário Jorge Queiroz de Moraes Junior, acionista controlador da Rede Energia, está a consolidação do crescimento da holding na atividade de distribuição, área que ganhou destaque após a incorporação da Enersul no ano passado. Tanto que a companhia iniciou este ano o programa Evoluir, que pretende modernizar a gestão e os processos de todo o grupo. Entre os projetos em desenvolvimento estão a estruturação do processo de cobrança e a estruturação da operação e engenharia das distribuidoras,para evitar perdas técnicas e comerciais e inadimplência.



"Com o programa Evoluir, criaremos uma cultura de holding no grupo, que sempre teve uma tradição da gestão descentralizada. E o objetivo do nosso acionista controlador é crescer em distribuição. Por isso, as notícias sobre a venda de ativos não são corretas", assegura o vice-presidente de Mercado e Relações Institucionais da Rede Energia, José Antonio Sorge.



Fonte: Jornal do Commercio
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