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Energia

Quatro mil MW médios excedentes

10/12/2009 | 11h18
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou que as previsões entre oferta e demanda no setor elétrico sinalizam um excesso de oferta superior a 4 mil megawatts (MW) médios para 2014. Esse foi um dos motivos que levou o Ministério de Minas e Energia (MME) a cancelar na terça-feira o leilão de energia nova que contrataria a demanda do mercado cativo em 2014, o A-5.


"Essa sobra foi construída a partir das ofertas contratadas em leilões passados e na redução da demanda este ano, por conta da crise. O consumo de 2009 vai ser ligeiramente negativo. É como se tivéssemos ganhado um ano", disse o executivo.


Diante das sobras de energia, Tolmasquim afirmou que não fazia sentido o MME promover um leilão apenas com a participação das térmicas. Até então, o governo trabalhava para que sete hidrelétricas fossem licitadas no leilão, marcado anteriormente para o próximo dia 21. Como apenas uma delas, a usina Santo Antônio do Jari (300 MW), obteve a licença ambiental prévia (LP) - documento que é pré-requisito ingressar na licitação -, o certame foi cancelado. "A licença da hidrelétrica saiu depois do prazo de apresentação da licença, que era semana passada. O ideal é contratar um mix de térmicas e hídricas, e não apenas termelétricas", justificou Tolmasquim.


No passado recente, o governo federal já enfrentou problema semelhante, mas decidiu realizar a licitação. Foi o caso do leilão de energia nova que contratou a demanda do mercado cativo para 2013, o A-5 de 2008. Na ocasião, apenas uma hidrelétrica, Baixo Iguaçu, foi oferecida ao mercado. "A situação era diferente, porque não tínhamos excedente na oferta. Na época, falava-se na falta de energia. Era temerário cancelar o leilão. Só que, depois do leilão, houve a crise e o mercado despencou", explicou o presidente do EPE. A concessão da usina foi ganha pela Neoenergia.



CRITERIOSO. Segundo o executivo, a sobra de energia no sistema permite que o MME seja muito criterioso na definição das regras e condições dos leilões de expansão. "Há pouco tempo, estávamos na defensiva. Tínhamos que contratar a energia que fosse ao preço que fosse. Isso mudou. Hoje, podemos ser mais criteriosos na definição do preço-teto ou no estímulo a ter uma quantidade de energia renovável", disse o presidente da EPE.


Tolmasquim afirmou que, com o leilão de energia eólica que será realizado no próximo dia 14, o excedente de energia no sistema aumentará ainda mais, o que dá segurança para a decisão do MME de cancelar a licitação A-5. "Estamos fazendo o leilão de eólica para aumentar a sobra de energia do sistema", disse o executivo.


Fonte: Jornal do Commercio
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