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Pré-sal

Produtividade pode baixar os custos do pré-sal

23/11/2009 | 09h43
A declaração de alta produtividade de mais um poço do pré-sal, divulgada pela Petrobras na noite de quarta-feira, pode levar a empresa a reduzir ainda mais o número de poços a serem perfurados para os sistemas de produção na região e com isso diminuir seus elevados custos.


Na avaliação do diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, os resultados que vêm sendo obtidos confirmam cada vez mais o potencial da região, mas não se pode estender a informação para todos os poços do pré-sal. "Isso (produtividade) pode ter influência na determinação no número de poços, mas não se pode estender essa informação para tudo, não quer dizer que todas as áreas vão produzir nessa ordem", disse o executivo nesta quinta-feira. "A área é muito grande, ainda temos muito trabalho", completou.


Na noite de quarta-feira a Petrobras anunciou ter concluído dois testes de formação no poço 4-RJS-647, local informalmente denominado de Iracema, na parte norte da área de Tupi, registrando elevado potencial de produtividade. Segundo a empresa, com base nos testes pode-se estimar uma produção inicial de 50 mil barris/dia quando o sistema for implantado. O poço revelou também óleo mais leve do que em Tupi, 32º API em Iracema contra 28º na primeira descoberta do pré-sal. Quanto mais perto de 50º, melhor a qualidade do óleo e maior seu valor comercial.


Em junho, Barbassa informou que a empresa em 2008 estimava perfurar 30 poços para a produção de 120 mil barris/dia no pré-sal, sendo 20 para produção e dez para a injeção. Estudos posteriores reduziram esse número de perfuraçães para 20, sendo 12 para produção e oito para injeção.


"Aquilo era com o conhecimento da época, agora testamos Iracema e Guará, que estão na faixa de 50 mil bpd ou mais", explicou, sem saber informar quantos poços seriam necessários agora. "Isso ainda depende de estudo de E&P", disse referindo-se à área de Exploração e Produção da companhia que decide esse tipo de trabalho. "O importante é que os poços que estamos fazendo até agora estão dando resultados melhores do que o esperado", complementou.


O analista de upstream na América Latina da Wood Mackenzie, Ruaraidh Montgomery, concorda com a visão de Barbassa. "O grande custo para esses campos são os poços, porque você tem que fazer uma perfuração profunda, mas os sinais são muito positivos", disse.


Para o consultor Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, cada vez que uma notícia dessa é divulgada as dúvidas em relação ao pré-sal vão se diluindo. "Com certeza essas notícias mostram que o pré-sal é uma reserva bastante grande, e Iracema mostrou que é um negócio ... com um óleo mais leve ainda que em Tupi". Ele destacou no entanto que apesar das boas indicações a comercialidade desses poços só virá em 2010. "Ainda tem muitas etapas para cumprir antes da declaração de comercilidade", lembrou Pires. "Mas o importante é que naquela área, seja em Guará, Tupi ou Iara, estamos vendo perfurações acompanhadas de notícias boas", concluiu.


Fonte: Jornal do Commercio
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