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Quixadá

Produção de biodiesel com mamona começa este ano

29/10/2009 | 09h57
A pós mais de um ano em operação, a Usina de Biodiesel de Quixadá, de propriedade da Petrobras, vai começar a produzir biodiesel a partir do óleo da mamona cearense. Até agora, o biocombustível está sendo gerado através do beneficiamento de óleo de soja e algodão, conforme O POVO havia noticiado em matéria do dia 10 de dezembro de 2008.

A fase de teste terá início até o final deste ano. A intenção é alcançar a participação máxima permitida pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), de 30%, da oleaginosa na composição em três ou quatro anos, afirmou o presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, ontem, no Encontro de Mobilização para Safra 2209/2010, em Quixadá.

A capacidade de beneficiamento atual é de 50 mil toneladas de biodiesel. Para atingir o percentual almejado, ou seja, cerca de 16 mil toneladas de óleo de mamona, a demanda é de 40 mil toneladas de grãos do vegetal, explicou Paulo Roberto Dias, gerente de Suprimentos da usina.

Conforme Dias, a estimativa é de que sejam adquiridos 6 mil toneladas de grãos de mamona este ano, somente no Ceará. Seria necessário, por tanto, multiplicar por seis a aquisição da matéria-prima pela Petrobras. Neste ano, a Petrobras adquiriu 17 mil toneladas de mamona em todo o Nordeste.

A soja representa cerca de 80% da matéria-prima utilizada na produção da usina em Quixadá. Os principais fornecedores são Piauí, Maranhão, Bahia e estados no Centro-oeste do País. Uma parte do óleo de algodão é adquirido no Ceará. O Estado mantém a tradição do esmagamento do grão, mesmo com a produção de algodão tendo sido interrompida no início da década de 1930, lembrou João Augusto Paiva, gerente Geral da usina.

O empreendimento no Sertão Central cearense é flexível para utilizar diversos produtos para a geração de biodiesel. Além da soja e do algodão, está preparada para atuar com mamona, girassol, gordura animal, entre outros. “Não existe nenhuma limitação para a gente trabalhar. Só basta ter produção suficiente“, comentou Paiva.

O gerente ressalta que o “primeiro ano industrial é sempre de busca de melhoria contínua de performance. Mas os números são expressivos e, principalmente, cumpriu-se todas as metas comerciais assumidas pela Petrobras Biocombustível nos leilões da ANP.“

Dificuldades

Dificuldades para recuperação do solo e melhores condições para os tratos culturais. Esses são as principais reclamações dos produtores de girassol e mamona no Ceara, conformou expressou a representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Antonia Ivoneide Silva, a Neném.

Apesar dos esforços demonstrados pela Petrobras e pelo Governo do Estado, ela cobra a discussão urgente do custo da produção, alegando dificuldade para acesso a crédito.

O Estado também possui uma baixa produtividade. Atualmente, são produzidos de 400 kg a 500 kg por hectare (ha). Conforme o vice-presidente da Federação dos Trabalhadores do Estado do Ceará (Fetraece), Luis Carlos Ribeiro, uma boa meta seria a produzir de 1000 kg a 1200 kg por ha.


Fonte: O Povo
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