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Petróleo

Potencial de reservas da OGX gera nova polêmica

07/03/2012 | 15h18
As companhias brasileiras de petróleo que estão em fase pré-operacional continuam provocando ruídos no mercado. A demissão de quase 90 funcionários pela HRT O&G foi interpretada por investidores como um sinal de que a empresa estava, de fato, superavaliando reservas e prazos de produção, principalmente na Amazônia. E a OGX, controlada pelo grupo EBX, de Eike Batista, se envolveu em nova polêmica sobre seu potencial de reservas.

A OGX encomendou à consultoria DeGolier and MacNaughton (D&M) um estudo sobre a capacidade de um de seus poços localizados na Bacia de Campos, mas não divulgou os resultados ao mercado. Pior que isso, a informação foi repassada por outra empresa do grupo, a OSX, de construção naval, em apresentação a investidores para emissão de bônus perpétuo.

Quem acompanhou a apresentação da OSX - foram poucos investidores, apenas no Brasil - foi informado de que a consultoria estima que os recursos no poço de Waikiki são de 212 milhões de barris no cenário provável (chamado tecnicamente de 2C) ou de 302 milhões de barris na melhor estimativa (3C).

Esses números apontam para uma capacidade em Waikiki de 50 milhões de barris a menos do que as estimativas de mercado. A informação vazou para alguns outros investidores na semana passada, o que acabou provocando quedas nos papéis da OGX. Desde que os resultados surgiram até ontem, a baixa é de 7%.

Os números causaram ruídos porque estimativas anteriores sugeriam a existência de maior quantidade de petróleo recuperável nas concessões da OGX. No início da sua campanha exploratória, a OGX estimava a possibilidade de ter de 2,6 bilhões a 5,4 bilhões de barris recuperáveis, sendo a maior parte nos prospectos denominados Waimea (que já está produzindo em teste de longa duração) e Waikiki, que forma um complexo com Inga e Pero.

Nos relatórios da D&M para a OGX, não existe a segregação de poços, apenas resultados referentes às bacias. No caso de Campos, apontam 700 milhões de barris no cenário provável. A partir desses dados, analistas estimavam que desses 700 milhões, Waikiki deveria responder por 260 milhões.

Procurada pelo Valor, a OGX informou que o trabalho da D&M sobre Waikiki foi realizado apenas para apoiar a obtenção de financiamento da OSX, cuja plataforma OSX3 vai explorar o poço. A OGX diz que novas divulgações serão feitas quando for declarada a comercialidade. Esclarece ainda que esse trabalho da D&M, diferentemente do realizado em anos anteriores, não abrangeu todo o portfólio da empresa - rumores de que esse tipo de estudo teria sido novamente encomendado também circularam.

Segundo relatório do Itaú BBA, a OGX disse que não divulgou os dados porque eles vieram em linha com as expectativas e informar o resultado de uma parte específica da bacia poderia gerar confusão. Para os analistas do banco, independentemente do número apontado pela D&M, a OGX poderia ter sido mais transparente.

Para Ricardo Almeida, professor do Insper, os investidores que estavam na apresentação da OSX tiveram uma informação privilegiada, relevante e que teria impacto nas cotações de OGX. "Ainda mais valiosa quando se trata de uma empresa em início de operação", diz.


Fonte: Valor Econômico
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