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Internacional

Possível acordo de uso de reservas de petróleo agita os mercados

16/03/2012 | 10h04
A cotação do petróleo sofreu muitas oscilações ontem por conta de uma notícia veiculada pela agência de notícias Reuters, de que o presidente dos EUA, Barack Obama, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, chegaram a um acordo para a utilização de reservas emergenciais da commodity. Um porta-voz da Casa Branca, no entanto, disse que o relato era "impreciso" e "falso".
 
 
Por outro lado, o porta-voz admitiu que os dois líderes conversaram a respeito de "questões energéticas e a situação global com o aumento do preço do petróleo". O próprio Cameron, falando a jornalistas ontem em Nova York, afirmou: "Não chegamos a uma decisão ontem [quarta-feira], mas discutimos o assunto".
 

Apesar das negativas americanas, traders disseram ainda ser possível que potências ocidentais em algum momento decidam por uma liberação conjunta de reservas, como fizeram na metade do ano passado para suprir a escassez provocada pela guerra civil na Líbia. "Onde há fumaça há fogo", disse o trader e analista independente Jim Ritterbusch.
 
 
De acordo com a Reuters, duas fontes britânicas afirmaram que o Reino Unido aguarda apenas um pedido formal, "em breve", dos EUA para aceitar a liberação de reservas nos próximos meses.
 

Os preços globais do petróleo têm subido em parte devido à preocupação gerada pelos esforços dos Estados Unidos e de países europeus para impor sanções ao Irã em retaliação ao programa nuclear do país. Em julho deve entrar em pleno vigor um embargo à compra do petróleo iraniano. Segundo cálculos da Agência Internacional de Energia (AIE), isso provavelmente retirará de um mercado global já com pouca oferta entre 800 mil e 1 milhão de barris diários.
 

Os Estados Unidos podem a qualquer momento optar por recorrer às suas reservas estratégicas de mais de 700 milhões de barris. Historicamente, porém, têm preferido fazer isso em conjunto com seus aliados, como demonstração de união e para maximizar o impacto no mercado.
 
 
Em fevereiro, a AIE disse não ver motivos para recorrer no futuro próximo às reservas estratégicas dos seus 28 países-membros. Além disso, alguns países, como Alemanha e Itália, manifestaram relutância em fazer uso de um estoque criado para ser usado em momentos de interrupções severas na oferta global. Obama, contudo, está pressionado pela alta na gasolina em um ano em que disputará a reeleição. Ontem, a cotação do barril do petróleo para entrega em abril chegou a cair 1,66% em Nova York, mas fechou o dia em US$ 105,11 (queda de 0,3%).


Fonte: Valor Econômico
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