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Katrina

Petróleo volta a subir com sinais de danos graves na costa dos EUA

31/08/2005 | 00h00

O furacão Katrina, que já é considerado uma das maiores catástrofes naturais da história dos EUA, causou danos graves às instalações de petróleo e gás na costa americana do Golfo do México. A produção, o refino e a distribuição na região estão em boa parte paralisados. O petróleo alcançou preço recorde ontem. O preço dos combustíveis nos EUA também dispararam. Cidades em vários Estados continuavam alagadas, o que dificulta a avaliação dos prejuízos. Pode haver centenas de mortos.
A alta dos preços dos combustíveis gerada pelos gargalos no setor produtivo e pela redução da oferta após a passagem do furacão Katrina terão impacto maior sobre a desaceleração da economia americana do que a elevação dos preços gerada pela demanda nos últimos dois anos, disseram economistas.
"A economia tem se mostrado resistente em relação à alta dos preços do petróleo, pois o aumento estava sendo gerado pelo crescimento da demanda", disse Richard Berner, economista-chefe para os EUA do Morgan Stanley de Nova York. "O furacão e as possíveis interrupções de fornecimento causadas por ele representam um choque de oferta e isso faz diferença."
O Katrina, a pior tempestade a atingir o Golfo do México desde 1969, interrompeu 92% da produção de petróleo da região, além de ocasionar o fechamento de nove refinarias ao longo da costa.
Em Nova York, os contratos futuros de petróleo alcançaram o recorde de US$ 70,85 o barril, fechando a US$ 69,81, alta de US$ 2,61. Para analistas, o preço poderá bater em US$ 80,00 em breve, caso os danos sejam de difícil reparo.
O Katrina atingiu a costa dos EUA com ventos de 225 km/h que varreram o porto de South Louisiana, que se estende ao longo do rio Mississippi e vai de Nova Orleans a Baton Rouge. South Louisiana é o maior porto americano em termos de tonelagem. A paralisação do porto pode atrasar o desembarque de todo tipo de produto, de café e petróleo a cobre e contêineres.
O Estado da Louisiana é o segundo maior produtor de gás natural dos EUA. A região responde por 25% da produção de petróleo.
Empresas e governo ainda avaliam os prejuízos a cidades, refinarias, plataformas e portos. "Se o furacão interromper a produção e prejudicar a infra-estrutura de transporte, haverá danos colaterais na economia", disse Berner.
De qualquer forma, os prejuízos econômicos para os Estados de Mississipi, Louisiana, Alabama e Flórida são significativos, se contabilizadas as casas destruídas e os negócios fechados. Quase 2 milhões de pessoas entre Louisiana e Flórida ficaram sem eletricidade. Empresas de energia disseram que podem ser necessários meses para que o serviço seja normalizado.
A Royal Dutch Shell disse que uma sua plataforma de 220 mil barris por dia - equivalente a 15% do suprimento de petróleo da região - sofreu danos, mas a companhia ainda não têm detalhes. O tempo ruim ainda impossibilita a realização de um trabalho extensivo de averiguação na plataforma.
"Isto é um evento cataclísmico", disse Jeff Copeskey, vice-presidente da Louisiana Mid-Continent Oil & Gas Association. "As companhias estão enfrentando dificuldades de acesso para checar os prejuízos". Segundo ele, duas refinarias não podem ser inspecionadas devido às enchentes e restrições de acesso.
"A parte mais vulnerável da cadeia de produção de petróleo são os dutos submersos no mar", disse a economista Deborah White, do Société Générale de Paris.
Os preços no mercado futuro de óleo para aquecimento e da gasolina atingiram seu pico ontem na Bolsa Mercantil de Nova York. A gasolina para entrega em setembro disparou 41,94 centavos de dólar (alta de 20%), para US$ 2,48 o galão. Os contratos futuros alcançaram US$ 2,50, a mais alta cotação desde que esse tipo de negociação foi lançada, em 1984. A notícia é alarmante devido à chegada do inverno no hemisfério norte.
A Casa Branca ainda decidiu se liberar a reserva estratégica de petróleo do país para segurar os preços dos combustíveis, possibilidade levantada anteontem. Se houver gargalo no refino, o uso das reservas de petróleo não terá efeito.
Para os americanos, que já sentem no bolso os preços recorde da gasolina, reajustes adicionais podem levá-los a reduzir o consumo de outros produtos, gerando uma desaceleração da economia. Uma redução de 10% na oferta de petróleo e gás natural por algumas semanas e corte semelhante na oferta de gasolina e óleo para calefação por um mês reduziriam o consumo total em cerca de 3 pontos percentuais no quarto trimestre deste ano. Isso deixaria a economia dos EUA à beira da recessão, disse Nariman Behravesh, economista-chefe da Global Insight de Lexington.



Fonte: Valor Econômico_Ag.
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