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Petrobras quer operar com gás a partir de setembro

10/08/2010 | 10h10
A Petrobras, acionista de três usinas termoelétricas, acredita que seja possível começar a operar com gás natural até 30 de setembro, se a rede estiver disponível. Segundo a diretora de Gás e Energia da estatal, Graça Foster, atualmente todas as unidades com participação da empresa estão em processo de conversão e dentro do prazo do contrato de suprimento de energia feito com a Amazonas Energia. Isso, se nenhum imprevisto ocorrer nas próximas semanas.


O assessor em energia da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Fernando Umbria, destaca que o gasoduto da Petrobrás começou a ser discutido há alguns anos para resolver a dependência de Manaus pelas térmicas a óleo.


Hoje o consumo de combustível das unidades que abastecem a capital e região representam cerca de 50% da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). "É o maior centro consumidor de todo sistema isolado", afirma o assessor.


Na avaliação do assessor da Abrace, como a obra do gasoduto foi iniciada em 2006, os agentes poderiam ter planejado melhor a entrada em operação das usinas e da rede de distribuição bem antes, sem atrasos e com benefícios para toda a população.


"Faltou harmonizar todas as ideias e unir todos os elos do setor. Se tivessem feito tudo ao mesmo tempo, os testes já teriam sido feitos e as unidades estariam em operação", diz ele.


A Cigás, distribuidora da região, afirma que o projeto foi paralisado por causa de divergência com a construtora. Mas outra empresa foi contratada e as obras retomadas.


Agora o novo cronograma prevê entrada em operação ainda este mês. No total, serão 43 quilômetros de dutos que vão levar o gás natural do citigate até às térmicas.
 

Transmissão. Ele lembra que outra alternativa que deverá diminuir a necessidade de subsídio da região é o projeto de construção da linha de transmissão Tucuruí-Macapá-Manaus, que ligará Manaus ao Sistema Interligado Nacional. Ou seja, a região terá acesso a uma energia mais barata.


O linhão, com capacidade de transmissão de 2,5 mil megawatts (MW) e 1,6 mil km de extensão, já teve algumas obras iniciadas. Mas alguns trechos, que estão em áreas mais sensíveis, têm maior dificuldade para conseguir a licença ambiental.


Segundo técnicos, essas áreas pedem grande quantidade de estudos e exigem mais tempo para elaboração dos relatórios.


A previsão inicial era que essa linha, prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estivesse pronta até dezembro de 2011. Mas esse prazo já foi descartado. Agora trabalha-se com um cronograma entre 2012 e 2013. A obra custará mais de R$ 2,3 bilhões.


Fim do subsídio. Com todas essas iniciativas, a tendência natural seria a conta da CCC, paga por todos os brasileiros, desaparecer. Foi o que revelou recentemente o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho. "Dentro de dois a três anos, a CCC será praticamente eliminada", afirmou ele.


Na prática, no entanto, essa conta cada dia cresce mais. Com a mudança na legislação, a CCC dobrou de valor de 2009 para 2010.


Além disso, nunca se sabe se o governo brasileiro vai ou não eliminar essa fonte de renda. No setor elétrico, em outras ocasiões, os encargos, com data para ser extinto, sempre acabam sendo prorrogados por mais algum tempo.


PARA ENTENDER


A Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) foi criada em 1973 para subsidiar o combustível consumido na geração térmica das concessionárias de energia. Com o passar dos anos, os recursos arrecadados foram direcionados ao sistema isolado do Norte do Brasil.


Hoje, consumidores de todo o País subsidiam a energia mais cara entregue aos consumidores do Norte, região onde as longas distâncias e a baixa densidade populacional tornam os custos de transporte da energia altos. Daí a necessidade de construção de usinas térmicas próximas aos locais de consumo.


Fonte: O Estado de S.Paulo
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