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Empresas

Petrobras perde mais três diretores

26/04/2012 | 12h07
O governo demitiu na noite de quarta-feira (25) três membros da diretoria da Petrobras dentro do processo de reformulação da diretoria da empresa iniciado em janeiro com a escolha de Maria das Graças Foster para dirigir a estatal. Foram informados de que serão desligados amanhã Paulo Roberto Costa, responsável pela área de Abastecimento - que cuida do refino e comercialização dos combustíveis e também da área petroquímica; Renato Duque, diretor da área de Serviços, responsável por grandes encomendas de plataformas e sondas de perfuração no país. O outro diretor que está saindo é Jorge Zelada, da área Internacional, que teria sido indicado pelo PMDB de Eduardo Cunha, ligação que sempre negou. O único que confirmou ao 'Valor' sua saída, assim como a dos outros dois, foi Costa, que em fevereiro fez 35 anos na Petrobras.

Uma fonte lembrou que Duque está atrelado ao fracasso da execução do programa de contratação de plataformas no país, enquanto Costa conduziu uma expansão no refino que, a seu ver, "precisa de um freio ou reconfiguração".

Todos são funcionários de carreira da empresa. Costa e Duque estavam nos seus cargos desde o início do primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Zelada entrou para a diretoria da estatal em março de 2008. Os diretores deverão deixar formalmente os cargos nesta quinta-feira (26), quando haverá uma reunião do conselho de administração da Petrobras, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Até o fechamento da edição desta quinta-feira não eram conhecidos os nomes dos seus substitutos.

Desde que Graça Foster, como é conhecida a presidente da Petrobras, assumiu a direção da empresa eram esperadas mudanças drásticas no conjunto da diretoria. Ela chegou ao cargo com fama de chefe centralizadora, em oposição ao estilo do seu antecessor, José Sergio Gabrielli, que preferia deixar cada diretor ter autonomia quase que total nas suas respectivas áreas. Graça Foster, assim como a presidente da República, Dilma Rousseff, eram críticas do estilo de gestão de Gabrielli, um acadêmico que aparentemente não soube comandar a orquestra.

Costa disse ao 'Valor' que recebeu a comunicação da sua saída do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, mas deu a entender que a mudança atendia à vontade da presidente da Petrobras. Paranaense, Costa fez carreira dirigindo refinarias da estatal, chegou ao cargo de diretor da empresa como uma indicação política do PP, mas, no cargo, aproximou-se de outras correntes políticas, especialmente do PMDB e do próprio PT, ampliando seu respaldo. Era um dos diretores mais "independentes" da casa, com grande poder de ação.


Fonte: Valor Econômico
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