Porto do Açu
<P>Cerca de trinta embarcações de pescadores de Atafona, em São João da Barra, protestaram ontem, em alto mar, contra a operação do navio de dragagem utilizado na construção do Porto do Açu. Os pescadores alegam a queda no volume da pesca, o que seria devido ao despejo em local irregular do...
Folha da Manhã - RJCerca de trinta embarcações de pescadores de Atafona, em São João da Barra, protestaram ontem, em alto mar, contra a operação do navio de dragagem utilizado na construção do Porto do Açu. Os pescadores alegam a queda no volume da pesca, o que seria devido ao despejo em local irregular dos sedimentos. A LLX Minas-Rio, responsável pelo empreendimento, informou que solicitou à SDC, empresa contratada para a operação de dragagem, um relatório com informações do local exato do descarte de material.
De acordo com o coordenador da Colônia de Pescadores de Atafona, Joel Serra, os pescadores sustentam que o material retirado do fundo do mar -- como areia e cascalho -- está sendo jogado na área pesqueira. Ele disse ainda que o caso foi denunciado ao Ministério Público há três semanas.
-- Recebemos na Colônia reclamações diárias quanto a isso. Os pecadores querem um Plano de Compensação para repor os prejuízos na pesca. Estimamos que a operação da draga fez cair em 70% a produtividade das embarcações -- declarou.
De acordo com ele, foi enviado ofício à LLX questionando os termos da Licença de Implantação.
Em nota, a assessoria da LLX informou que o relatório com a localização do descarte será disponibilizado na próxima semana. Caso a denúncia seja confirmada, a empresa agirá com todo o rigor e tomará as medidas legais cabíveis. O relacionamento entre a LLX Minas-Rio com os pescadores é realizado com total transparência e respeito.
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