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Artigo Exclusivo

Perspectivas para o mercado de energia para o quarto trimestre, por William Michon Junior

31/10/2016 | 15h10
Perspectivas para o mercado de energia para o quarto trimestre, por William Michon Junior
Divulgação Divulgação

Após a forte queda do petróleo iniciada em junho de 2014, que ocasionou uma desvalorização da ordem de mais de 70% no valor da commodity e fez o preço ficar abaixo de US$ 30 dólares, o barril encontrou um patamar de estabilização ao redor de U$ 45,00 em maio deste ano.

A desaceleração da economia mundial, que ocasionou a forte queda nos preços de praticamente todas as matérias primas, pode ser qualificada com a principal causa desse movimento.

A recente decisão por parte da OPEC de colocar em negociação a questão de controles sobre os atuais níveis de produção em sua reunião em novembro tende a acalmar em parte um setor que vinha se desdobrando para conseguir encontrar alternativas frente as dificuldades impostas pelo atual patamar de preços. Vale lembrar que essa é a primeira sinalização de um acordo em 8 anos por parte do bloco. Apesar da previsão de um corte diário na produção para uma faixa entre 32,5 milhões/33 milhões de barris, ante a atual produção de 33,24 milhões, pouco foi mencionado quanto e como esses cortes na produção seriam divididos entre os membros do cartel.

Guerra na Líbia

Participantes do mercado esperam que países do Golfo (Arábia Saudita, Kwait e Emirados Árabes) cortem sua produção no sentido de acomodar um possível incremento por parte do Irã, Nigéria e Líbia. Falando sobre Líbia, após anos em guerra, que causaram graves danos a infraestrutura de prospecção, a reconstrução de seu parque deverá levar um bom tempo, o que faz pouco provável uma surpresa por parte desse país quanto a um crescimento sustentável de sua oferta.

Algumas conversações ocorreram na semana passada na Turquia durante uma conferência de energia no sentido de angariar suporte para um acordo preliminar. Outras reuniões com grandes produtores não participantes da OPEC como a Rússia devem ocorrer antes da próxima reunião formal dos ministros dos países participantes do grupo.

Corte na produção

A mensagem enviada pelos árabes parece ser clara. Sugerindo um corte na produção, eles esperam que o mercado se equilibre a frente e que venhamos a presenciar preços mais altos em breve. Essa mudança de postura gera alguns debates atualmente. Quais seriam as razões que motivaram essa mudança de postura por parte dos sauditas?

Acreditamos que a economia do país vem sofrendo com o longo período de preços baixos do petróleo. Novas medidas de austeridade, extinção de subsídios a elevação de impostos tem se mostrado bastante impopulares. Mesmo com a desaceleração da perda de reservas internacionais, o atual patamar de preços não é sustentável para a solvência do país. O gráfico abaixo mostra que o nível de U$ 65,00 é necessário para o restabelecimento de um patamar razoável das mesmas.

 

Outras fontes de receita vem sendo analisadas por parte das autoridades do país. Dentre elas, a mais importante, seria a abertura de capital da estatal ARAMCO, avaliada em um valor de mercado ao redor de U$ 2 tri , o que a faria a empresa de maior capitalização no mundo. Tal medida sugere que o governo começa a pensar numa estratégia no sentido de diversificar suas fontes de receita, reduzindo sua exposição histórica ao setor de óleo.

O que se esperar daqui pra frente?

Ontem, 30 de novembro, os países integrantes da OPEC se reuniram para discutir as diretrizes de produção de seus membros. Se a proposta da Árabia Saudita for aprovada, esperamos uma elevação do preço do barril para patamares superiores a U$ 60,00 ao longo dos próximos 12 meses.

 

Sobre o autor: William Michon Junior é formado em Economia pela FAE Business School, possui mestrado em economia pela EPGE/FGV-RJ. Em 2015 tornou-se doutor em Economia também pela EPGE/FGV-RJ, com período de um ano na Kellogg School of Management da Northwestern University. Ingressou na Saga Capital em outubro de 2015 como economista.



Fonte: William Michon Junior
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