acesso a redes sociais
  • tumblr.
  • twitter
  • Youtube
  • Linkedin
  • flickr
conecte-se a TN
  • ver todas
  • versão online
  • Rss
central de anunciante
  • anunciar no site
  • anunciar na revista
Finep

Participação na Sessão Especial do Fórum Nacional, no BNDES

15/09/2016 | 14h32

Os caminhos para o Brasil sair da crise foram tema de discussão na Sessão Especial do Fórum Nacional, que teve início nesta quarta-feira, 14/09, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro. Conduzida pelo ex-ministro do Planejamento, João Paulo dos Reis Velloso, a abertura do encontro contou com a presença de nomes como Maria Silvia Bastos Marques, presidente do BNDES, Affonso Celso Pastore, economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Wanderley de Souza, ex-presidente e atual diretor de Inovação I da Finep.

Wanderley de Souza (Finep), Maria Silvia (BNDES) e ex-ministro Reis Velloso, na abertura do Fórum (Foto: João Luiz Ribeiro/Finep)

 

“Não há desenvolvimento econômico e social sustentável sem uma forte base científica e tecnológica”, destacou Wanderley em sua fala. O diretor da Finep ressaltou que, apesar de o Brasil estar entre as dez maiores economias do mundo e ser o 14º em termos de produção científica, ocupa apenas a 70ª posição no ranking mundial de inovação. “É preciso criar estímulos para que empresas privadas invistam mais em Pesquisa & Desenvolvimento, como ocorre nos países mais desenvolvidos”, lembrou.

A presidente do BNDES, a economista Maria Silvia Bastos Marques, foi enfática. “Nunca vi o país passar por um momento tão difícil. O trabalho não será simples nem fácil, mas é preciso recomeçar”, disse Maria Silvia, revelando que, nesse momento, o banco irá focar na questão da infraestrutura, “crucial para a retomada dos investimentos, manutenção dos empregos e competividade”.

Maria Silva frisou que o programa de concessão do governo nas áreas de energia, aeroportos, rodovias, portos, ferrovias e mineração, anunciado no dia 13/09, é extremamente importante. “Não faremos um programa consistente de infraestrutura com recursos públicos. Mas, se houver necessidade de subsidio em alguns setores, que eles sejam transparentes e claros”, disse Maria Silvia. Outra prioridade do BNDES será o setor de saneamento. “Estamos atrás de países do norte da África. Mais de 100 milhões de brasileiros não têm seu esgoto coletado”, informou a economista.

Para o professor Affonso Celso Pastore, da FGV, ao menos duas reformas são necessárias para o Brasil sair da crise: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos e a reforma da Previdência Social. Ainda assim, a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto brasileiros (Relação Dívida-PIB), hoje em cerca de 70%, pode ultrapassar 90% nos próximos anos. O economista também salientou que a retomada do crescimento não poderá vir pelo consumo, como anteriormente, mas pelos investimentos. Na visão de Pastore, esses investimentos terão que ser feitos com atração de recursos privados, e não com subsídios concedidos pelos bancos públicos.

Fórum Nacional

O Fórum Nacional é a associação dos principais economistas, sociólogos e cientistas políticos do país, iniciada em 1988 com a finalidade de oferecer propostas concretas para a modernização da sociedade brasileira. Em 1991, o Fórum Nacional foi formalizado e adquiriu permanência, com a criação do Instituto Nacional de Altos Estudos – INAE, do qual o ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso é superintendente-geral.

Com o tema “Investindo contra a crise e procurando voltar a crescer”, esta edição especial, que se encerra nesta quinta-feira, 15/09, reúne especialistas e autoridades importantes, como o economista e presidente da Inter.B Consultoria, Cláudio Frischtak; o economista Edmar Bacha, diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica Casa das Garças; o diretor geral da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), Ricardo Markwald; o economista Aloisio Araújo, diretor da Escola de Pós-Graduação em Economia da FGV; o embaixador Marcos Galvão, secretário geral de Relações Exteriores do Itamaraty; o secretário de coordenação do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) Tarcísio de Freitas; entre outros.



Fonte: Redação/Assessoria Finep
Seu Nome:

Seu Email:

Nome do amigo:

Email do amigo:

Comentário:


Enviar