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Petróleo

País deve exportar 1 milhão de barris por dia em 2020

25/09/2009 | 03h35
O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou nessa quinta-feira que a estatal deve exportar 1 milhão de barris de petróleo por dia em 2020. Segundo o executivo, esse seria o excedente da produção de líquidos (exclui o gás natural) em território brasileiro, que no ano em questão deve alcançar 4 milhões de barris por dia.


"Em 2020, o consumo no País deve alcançar 3 milhões de barris por dia. Então, sobrariam 1 milhão de barris por dia para exportação", explicou o executivo. Alcançar essa meta, na prática, significará um grande desafio para a Petrobras. Isso porque a produção da estatal hoje gira em torno de 2 milhões de barris por dia.


Para atingir as projeções de longo prazo, a estatal conta com a exploração das reservas do pré-sal. Pelas regras do novo marco regulatório de petróleo no País, em discussão no Congresso Nacional, a estatal será operadora de todos os blocos do pré-sal, detendo uma participação mínima de 30%.


Barbassa preferiu não tecer comentários sobre a declaração do diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, de que a União pode alcançar uma fatia acionária de 50% a 55% na estatal após a operação de capitalização. "Não sei como foi feito o cálculo. Essa questão depende de uma série de variáveis, como o valor do aporte, o preço do barril e de qual será a participação dos minoritários na operação", ponderou.


O executivo afirmou que ainda não está definido o tamanho da capitalização nem o valor do barril. "Sabemos que será limitada a 5 bilhões de barris de óleo equivalente", acrescentou Barbassa. Questionado sobre o uso do FGTS na capitalização, Barbassa comentou que essa é uma opção que cabe ao governo federal.


Barbassa também disse que a Petrobras não tem pressa para concluir o refinanciamento de um bônus de US$ 6 bilhões com um sindicato de bancos que vence no curto prazo. "Fizemos duas emissões este ano, somando US$ 2,7 bilhões. A segunda foi muito mais barata que a primeira, acompanhando a trajetória de recuperação do mercado. Portanto, não há pressa. No momento oportuno, o mercado será surpreendido com a operação", disse. A conclusão dessa operação de refinanciamento pode ficar para 2010, segundo o executivo.


Fonte: Jornal do Commercio
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