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Energia Marítima

País corre para não perder a onda da energia marítima

29/09/2014 | 09h30

 

O Brasil não pode perder essa onda, alertam cientistas e especialistas. O país começa de forma tímida a desenvolver tecnologia nacional para gerar energia elétrica com as ondas do mar. 
Com 8 mil quilômetros de costa, e um potencial que pode chegar a 114 gigawatts (praticamente a atual capacidade instalada de energia elétrica no país), o Brasil teria tudo para se tornar um dos líderes globais do setor de energia marítima, que engloba também o movimento das marés.
Até o momento, o Brasil está entre os 12 países que correm para se destacar nesta nova fronteira energética. 
O segmento de energia marítima deve ter seu padrão tecnológico definido até 2020 e se tornar viável economicamente em 2025. Mas o país está numa encruzilhada, pois começa a enfrentar o desafio de investir mais recursos e de fechar parcerias com empresas.
No total, já existem seis tecnologias para energia marítima. Na elite mundial do segmento estão Reino Unido – o país mais avançado, com centro de pesquisas para o setor -, Estados Unidos, Dinamarca, Portugal, China, Noruega, Canadá e Austrália. França e Coreia do Sul já possuem projetos comerciais em energia das marés, mas este segmento começa a ser abandonado pelo forte impacto ambiental que tem no litoral. 
A Índia avança nas pesquisas, mas seu objetivo principal é a obtenção de água doce.
O professor Ivan Eduardo Chabú, do Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), alerta que embora as pesquisas tecnológicas no Brasil estejam praticamente no mesmo nível das de outros países, aqui o número é reduzido: as principais, com o desenvolvimento de protótipos, são da Coppe/UFRJ. Uma delas foi feita, mas já abandonada, no Porto de Pecém; e outra está em desenvolvimento no Rio. Em outros países há mais de cem pesquisas e projetos em desenvolvimento.
- O Brasil investe muito pouco em pesquisas nessas tecnologias diferentes, exóticas. Mas é preciso desenvolver agora, porque não sabemos como será nossa matriz energética daqui a 20 anos, para não ficarmos atrás do resto do mundo, como aconteceu com a eólica – destaca Chabú.
O financiamento das pesquisas poderá vir das empresas, pois de acordo com as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 1% do faturamento do setor tem de ser empregado em pesquisa e tecnologia. Outra alternativa é fazer uma parceria estratégica com a China, que já procurou a Coppe.
Embora tenha sido considerado um “sucesso”, o projeto de Pecém foi abandonado há um ano, pelo fim do contrato de pesquisa com a Tractebel, multinacional que investiu R$ 15 milhões no empreendimento, e por necessitar de melhorias tecnológicas, segundo a Coppe. Esta iniciativa, dizem, gerou muito conhecimento.
- Pretendemos, no futuro (2017), retomar experimentos no Ceará. Vamos primeiro testar o novo protótipo do Rio – diz o professor Segen Estefen, do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe/UFRJ.
Além de necessitar de alterações tecnológicas, a mudança no porto auxiliou no abandono do projeto, que se for retomado ficará em outro local. O presidente da Tractebel Energia, Manoel Zaroni Torres, reafirmou o interesse em uma retomada:
- Aproveitamos toda a estrutura criada para o desenvolvimento do petróleo e do pré-sal para criar esta tecnologia, mas temos consciência dos problemas, pois agora precisaremos de no mínimo R$ 280 milhões, para torná-la comercial.
O novo projeto do Rio é mais moderno. A unidade que ficará a cem metros da Ilha Rasa e a dez quilômetros da praia de Ipanema, entrará em funcionamento em setembro de 2015, custou R$ 8 milhões e é feito em parceria com Furnas e a Seahorse Wave Energy. 
O protótipo tem um pistão fixado no fundo do mar e nele estarão dois flutuadores, que se movimentarão na vertical com o movimento as ondas, gerando energia, transportada por um cabo até a ilha. Estima-se que gere 50 kw, o suficiente para abastecer o farol e algumas casas na ilhota. 
O diretor de Engenharia de Furnas, Eustáquio Ferreira da Silva, destaca a importância do projeto:
- É importante desenvolver a tecnologia,o país tem características próprias, e as ondas são diferentes das de outras regiões.
O projeto não será visível de Ipanema e, segundo a Coppe, não afetará a Zona de Proteção Ambiental das Ilhas Cagarras.
- Essa tecnologia (dos mares) ainda não está chamando a atenção do setor energético e de agentes de fomento. Deveríamos ter mais incentivos para o desenvolvimento tecnológico dessas energias exóticas, que são menos atrativas. E já estamos um pouco atrasados – diz Chabú.
O coordenador da campanha de energias renováveis do Greenpeace Brasil, Ricardo Baitelo, diz que a hora é agora de o Brasil investir para desenvolver as pesquisas da energia oceânica, uma fonte renovável:
- É preciso tentar sair na frente com as pesquisas, e não esperar os outros países desenvolverem. Se não tivermos essa tecnologia em mãos, teremos que importar, como aconteceu com a eólica e a solar.

O Brasil não pode perder essa onda, alertam cientistas e especialistas. O país começa de forma tímida a desenvolver tecnologia nacional para gerar energia elétrica com as ondas do mar. 

Com 8 mil quilômetros de costa, e um potencial que pode chegar a 114 gigawatts (praticamente a atual capacidade instalada de energia elétrica no país), o Brasil teria tudo para se tornar um dos líderes globais do setor de energia marítima, que engloba também o movimento das marés.

Até o momento, o Brasil está entre os 12 países que correm para se destacar nesta nova fronteira energética. 

O segmento de energia marítima deve ter seu padrão tecnológico definido até 2020 e se tornar viável economicamente em 2025. Mas o país está numa encruzilhada, pois começa a enfrentar o desafio de investir mais recursos e de fechar parcerias com empresas.

No total, já existem seis tecnologias para energia marítima.

Na elite mundial do segmento estão Reino Unido – o país mais avançado, com centro de pesquisas para o setor -, Estados Unidos, Dinamarca, Portugal, China, Noruega, Canadá e Austrália. França e Coreia do Sul já possuem projetos comerciais em energia das marés, mas este segmento começa a ser abandonado pelo forte impacto ambiental que tem no litoral. 

A Índia avança nas pesquisas, mas seu objetivo principal é a obtenção de água doce.

O professor Ivan Eduardo Chabú, do Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), alerta que embora as pesquisas tecnológicas no Brasil estejam praticamente no mesmo nível das de outros países, aqui o número é reduzido: as principais, com o desenvolvimento de protótipos, são da Coppe/UFRJ. Uma delas foi feita, mas já abandonada, no Porto de Pecém; e outra está em desenvolvimento no Rio. Em outros países há mais de cem pesquisas e projetos em desenvolvimento.

- O Brasil investe muito pouco em pesquisas nessas tecnologias diferentes, exóticas. Mas é preciso desenvolver agora, porque não sabemos como será nossa matriz energética daqui a 20 anos, para não ficarmos atrás do resto do mundo, como aconteceu com a eólica – destaca Chabú.

O financiamento das pesquisas poderá vir das empresas, pois de acordo com as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 1% do faturamento do setor tem de ser empregado em pesquisa e tecnologia.

Outra alternativa é fazer uma parceria estratégica com a China, que já procurou a Coppe.

Embora tenha sido considerado um “sucesso”, o projeto de Pecém foi abandonado há um ano, pelo fim do contrato de pesquisa com a Tractebel, multinacional que investiu R$ 15 milhões no empreendimento, e por necessitar de melhorias tecnológicas, segundo a Coppe. Esta iniciativa, dizem, gerou muito conhecimento.

- Pretendemos, no futuro (2017), retomar experimentos no Ceará. Vamos primeiro testar o novo protótipo do Rio – diz o professor Segen Estefen, do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe/UFRJ.

Além de necessitar de alterações tecnológicas, a mudança no porto auxiliou no abandono do projeto, que se for retomado ficará em outro local. O presidente da Tractebel Energia, Manoel Zaroni Torres, reafirmou o interesse em uma retomada:

- Aproveitamos toda a estrutura criada para o desenvolvimento do petróleo e do pré-sal para criar esta tecnologia, mas temos consciência dos problemas, pois agora precisaremos de no mínimo R$ 280 milhões, para torná-la comercial.
O novo projeto do Rio é mais moderno. A unidade que ficará a cem metros da Ilha Rasa e a dez quilômetros da praia de Ipanema, entrará em funcionamento em setembro de 2015, custou R$ 8 milhões e é feito em parceria com Furnas e a Seahorse Wave Energy. 

O protótipo tem um pistão fixado no fundo do mar e nele estarão dois flutuadores, que se movimentarão na vertical com o movimento as ondas, gerando energia, transportada por um cabo até a ilha. Estima-se que gere 50 kw, o suficiente para abastecer o farol e algumas casas na ilhota. 

O diretor de Engenharia de Furnas, Eustáquio Ferreira da Silva, destaca a importância do projeto:

- É importante desenvolver a tecnologia,o país tem características próprias, e as ondas são diferentes das de outras regiões.

O projeto não será visível de Ipanema e, segundo a Coppe, não afetará a Zona de Proteção Ambiental das Ilhas Cagarras.

- Essa tecnologia (dos mares) ainda não está chamando a atenção do setor energético e de agentes de fomento. Deveríamos ter mais incentivos para o desenvolvimento tecnológico dessas energias exóticas, que são menos atrativas.

E já estamos um pouco atrasados – diz Chabú.

O coordenador da campanha de energias renováveis do Greenpeace Brasil, Ricardo Baitelo, diz que a hora é agora de o Brasil investir para desenvolver as pesquisas da energia oceânica, uma fonte renovável:

- É preciso tentar sair na frente com as pesquisas, e não esperar os outros países desenvolverem. Se não tivermos essa tecnologia em mãos, teremos que importar, como aconteceu com a eólica e a solar.

 



Fonte: Jornal Extra - RJ
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