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Artigo Exclusivo

Ouvir a indústria, por Armando Cavanha

02/12/2016 | 09h23

Dentre os desafios que a sociedade brasileira produtiva convive pode estar o de saber ouvir e direcionar os desenvolvimentos e as oportunidades por aqueles que conhecem os assuntos com maior profundidade que a média habitual.

É o caso das ofertas de áreas exploratórias por intermédio dos Bids e Licitações.

Tanto as empresas de óleo e gás como os provedores de serviços são naturalmente interessados em bons negócios, aqueles que possam gerar os melhores lucros e os menores riscos. Sabem, portanto, do ponto de vista da atratividade, quais as melhores áreas, melhores blocos, os mais interessantes prospectos.

Do lado do Estado deveria se esperar tentativas sequentes de maximização do retorno econômico para o país, os melhores bônus, as melhores e mais longas remunerações dos ativos, a preservação inteligente dos recursos naturais e meio ambiente.

Assim, o Estado poderia perscrutar (analisar detalhadamente; averiguar ou inquirir; tentar compreender ou explorar) mais a indústria, obter dela as melhores e mais sólidas informações, para a tomada de decisões cada vez mais alavancadoras de negócios e empregos. Obviamente sem perder a visão estratégica e de preservação dos ativos de toda natureza.

Em uma breve visita de um COO de um prestador de serviços de obtenção de dados geofísicos marítimos, esta dúvida foi explicitada. “Por que vocês não escutam a indústria? Por que não fazem constantemente reuniões para sugestões e nominações de áreas?”

Ora, fica claro que não temos esta rotina, pelo menos ela não é percebida. Tal procedimento poderia ameaçar a percepção de autoridade, conhecimento e atitude de reguladores. Estariam eles, os reguladores, se direcionando licitações com base em opiniões externas, sendo influenciados por empresários e profissionais com diferentes interesses que aqueles do país?

É razoável que uma sociedade com histórias de tanta espoliação (apropriação ilegal do algo que não lhe pertence; aquilo que foi ilegalmente apropriado), com tantos casos em nosso país, tenha tantos medos e receios.

Mas a sociedade brasileira aparenta se manifestar em construir um novo país. Um novo ambiente, produtivo, simples, claro, com regras fáceis e executáveis. Então seria a hora de ajustar a regulação e, mais ainda, as atitudes e procedimentos de reguladores.

Fazer sim reuniões sistemáticas, públicas, para receber informações e sugestões de áreas para licitação. Fazer isto continuamente, sistematicamente, e retirar a pessoalidade e exagero de autoridade de processos de negócios. Utilizando, obviamente, os mecanismos adequados de proteção dos servidores e do Estado, em todos os sentidos.

É tempo para o Brasil reconstruir, desfazer vícios antigos e partir para fazer negócios saudáveis, atrativos, corretos e estáveis.

 

Sobre o autor: Armando Cavanha F. é consultor e professor da FGV.

 



Fonte: Armando Cavanha F.
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