acesso a redes sociais
  • tumblr.
  • twitter
  • Youtube
  • Linkedin
  • flickr
conecte-se a TN
  • ver todas
  • versão online
  • Rss
central de anunciante
  • anunciar no site
  • anunciar na revista
Artigo

Oil Spill Response: profissionais bem treinados, operações bem sucedidas, por Mariana Pessoa Duarte

04/05/2016 | 15h03

Quando da ocorrência de um incidente de poluição por óleo, as ações de resposta buscam reduzir o impac­to sobre o meio ambiente, preservando os recursos naturais e a saúde humana. Em um momento crucial destes, saber o que fazer, como e porque fazer, den­tre tantos outros detalhes, é decisivo para a eficiência das medidas que serão adotadas. Assim, o sucesso de uma operação de resposta não depende somente da utilização de equipamentos de última geração, mas, principalmente, da atuação de equipes capacitadas de acordo com as melhores práticas operacionais vigen­tes, adotadas internacionalmente.

Em questões relacionadas a derramamento de óleo no mar é a IMO (International Maritime Organization), agência especializada da Organização das Nações Unidas, que normatiza e estabelece padrões para as atividades relacionadas ao setor, em especial, para treinamentos. Esta responsabilidade foi conferida à IMO a partir da publicação da OPRC – Convenção In­ternacional sobre Preparo, Resposta e Cooperação em Casos de Poluição por Óleo, em 30 de novembro de 1990, na Inglaterra.

A OPRC foi estabelecida após o acidente com o na­vio Exxon Valdez, registrado em 24 de março de 1989. Na madrugada daquele dia, o navio chocou-se con­tra uma formação rochosa no Golfo do Alasca, provo­cando um dos maiores desastres ambientais não só dos Estados Unidos, como do mundo. A colisão ocasionou o vazamento de 36 mil toneladas de petróleo bruto (cerca de 20% da carga) e a contaminação de 1.800 quilôme­tros de praia, causando a morte de milhares de animais, entre peixes, focas, lontras, aves e baleias.

O Brasil tornou-se signatário da OPRC em 3 de abril de 1991, sendo a Convenção promulgada pelo gover­no federal em 1998, através do decreto n° 2.870. O Artigo 6 da OPRC estipula que as partes integrantes da Convenção devem estabelecer um programa de exercícios para as organizações de resposta a inciden­tes de poluição por óleo, bem como o treinamento das pessoas envolvidas neste tipo de operação. Assim, a IMO foi destacada para o desenvolvimento de um pro­grama de treinamentos englobando todas as áreas de planejamento, resposta e gerenciamento de derrama­mentos de óleo, criando um padrão global.

No Reino Unido, a guarda costeira britânica - MCA (Maritime and Coastguard Agency) manteve os pa­drões estabelecidos pela IMO, fazendo alguns ajustes para adequar a aplicabilidade das normas à realidade do cenário britânico.

O atendimento às normas fixadas pela IMO e pela MCA é, por sua vez, verificado e certificado pelo The Nautical Institute, organização internacional com sede em Londres e credenciada à IMO, que se dedica à in­trodução e certificação de sistemas de formação e ca­pacitação de profissionais marítimos.

Ou seja, as empresas certificadas pelo The Nau­tical Institute estão habilitadas a treinar pessoas con­forme os mais altos padrões existentes. Para se ter ideia da importância do reconhecimento concedido pela instituição, em alguns países, as companhias só podem treinar profissionais marítimos se possuírem o certificado do The Nautical Institute. Onde não há essa obrigatoriedade, a posse do certificado é alta­mente recomendável, justamente por demonstrar este alinhamento das organizações junto aos parâmetros instituídos pela IMO.

No Brasil, os cursos certificados pelo The Nauti­cal Institute chegaram em 2002, quando o instituto certificou pela primeira vez uma organização fora do Reino Unido para ministrar os cursos padrão IMO e MCA. Na ocasião, a empresa Alpina Briggs teve seus treinamentos reconhecidos e a partir de então vem a mantendo ininterruptamente, sendo que a mais recen­te recertificação ocorreu no final de 2015.

Quando uma empresa é certificada pelo The Nauti­cal Institute, a cada três anos passa por uma auditoria de recertificação. “O fato de as companhias serem au­ditadas periodicamente assegura ao cliente a compra de um treinamento atualizado, desenvolvido com base nos padrões da IMO”, comenta John Cantlie, Gerente de Operações da Alpina Briggs.

Entre os cursos padrão IMO/MCA que a Alpina mi­nistra, destacam-se Familiarisation (Operator) (MCA 1), Ports and Harbours (MCA 2P), First Responder (MCA 3 / IMO 1), On Scene Commander (MCA 4 / IMO 2) e Execu­tive Commander (MCA 5 / IMO 3). “Muitos veem os trei­namentos como uma despesa, mas o sucesso de uma operação está diretamente ligado à boa preparação do profissional. É preciso investir nas equipes de resposta”, destaca John. Na Alpina, os instrutores que ministram os treinamentos possuem mais de 10 anos de experiência em oil spill response e já atuaram em muitas emergên­cias, inclusive em cenários internacionais.

Ao todo, até 2015, a Alpina já capacitou mais de 6.800 alunos em treinamentos padrão IMO/MCA. A satisfação entre os participantes alcançou um alto índice, registran­do média de 4,5 pontos – em uma escala de 1 a 5 – nas últimas pesquisas realizadas. “O feedback do cliente nos permite ajustar e aprimorar continuamente nossa metodo­logia”, explica John. Conforme a necessidade do cliente, a Alpina Briggs adapta seus cursos, que podem ser reali­zados nas dependências do cliente ou na própria Alpina, uma vez que a estrutura da empresa também foi aprova­da pelo The Nautical Institute para tal finalidade.

“Mesmo para os cursos que não possuam normas de padronização, a Alpina segue os melhores parâ­metros de qualidade em seu desenvolvimento e apli­cação. Um exemplo disso é o Portal de Treinamentos, uma iniciativa pioneira para que os profissionais façam cursos de reciclagem online, como é o caso do curso refresher para tripulações de OSRVs (Oil Spill Recovery Vessels)”, completa John.



Fonte: Mariana Pessoa Duarte
Seu Nome:

Seu Email:

Nome do amigo:

Email do amigo:

Comentário:


Enviar