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Energia

Odebrecht monta consórcio para disputar obra de Belo Monte

02/10/2009 | 03h32
A Odebrecht está em “negociações avançadas” para formar o consórcio que vai participar da licitação da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. A empresa também se prepara para disputar a reforma de quatro estádios escolhidos para sediar a Copa do Mundo de 2014.
 
Segundo Felipe Jens, presidente da Odebrecht Investimentos em Infraestrutura (OII), as negociações da Sociedade de Propósito Específico (SPE) para a obra de Belo Monte estão em fase final com dois possíveis sócios. Ele revela ainda que existem conversas com mais 5 a 10 empresas, mas em fase preliminar.
 
Também entrará na disputa o consórcio formado por CPFL, Suez e Neoenergia. A Odebrecht não conta, por enquanto, com a participação de outros consórcios na licitação. Jens reconhece que a concorrência será acirrada, mas está otimista. “Toda vitória que não é suada, não tem graça”, disse.
 
A Cemig pode entrar na briga ao lado da CPFL, mas a Odebrecht não perdeu as esperanças. “Foi anunciado que a Cemig estaria no outro grupo, mas a empresa não se pronunciou oficialmente. Temos um excelente relacionamento com eles”, disse Jens. A companhia mineira é sócia da Odebrecht na construção da Usina de Santo Antonio, no Rio Madeira.
 
A Odebrecht também está em negociações com empresas consumidoras de energia, mas o executivo não revela os nomes. Companhias como Vale, Votorantim e CSN têm interesse no negócio, mas a lei determina que a participação dos consumidores de energia no consórcio não pode passar de 20%.
 
Independente do grupo vencedor, a Eletrobrás deve entrar com 40% a 49% do investimento de Belo Monte, conforme anunciou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
 
Segundo Jens, uma das maiores preocupações das construtoras é a divergência com o governo sobre os valores do investimento para a construção da usina. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) enviou ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma estimativa de R$ 16 bilhões, enquanto os estudos das construtoras apontam para R$ 33 bilhões a R$ 35 bilhões.
 
“É preciso entender a premissa utilizada para chegar nesse número. Nossa percepção é que tem um erro de escopo, como alguma obra que não foi considerada, porque a diferença é muito grande”, disse Jens.
 
Para Jens, se o preço estimado pelo governo for mantido, o interesse das construtoras diminui bastante.
O BNDES deve financiar 80% do valor final. Segundo Jens, as construtoras estão negociando com o banco para que o financiamento de Belo Monte seja feito na modalidade de “project finance”. Dessa forma, o risco não é do acionista, mas do projeto. Esse modelo foi utilizado para a Usina de Santo Antonio, mas ainda persistem dúvidas no governo sobre as garantias necessárias.
 
A Odebrecht também tem interesse nas Hidrelétricas de Tapajós e Teles Pires. Mas é possível que essas obras não saiam da gaveta em 2010, por causa das eleições. “A Odebrecht apostou no Brasil. Estamos participando dos grandes projetos”, disse Jens.
 
Outra iniciativa importante para o conglomerado baiano é a Copa de 2014. A empresa avalia as reformas dos estádios do Maracanã, no Rio de Janeiro, Pituaçu, na Bahia, Arruda, em Pernambuco, e Verdão, no Mato Grosso. As obras seriam realizadas por meio de Parceria Público Privada (PPP).
 
Ele explica que funcionaria como uma concessão, em que a Odebrecht reformaria e gerenciaria o estádio por 20 ou 30 anos. “Não é só reformar, mas mudar a atual concepção que temos de estádio”, disse Jens.
A empresa quer transformar os estádios em complexos de entretenimento, com praças de alimentação, estacionamento e um ambiente seguro que permita aos torcedores circular com a família.
 
Jens explica que esse tipo de obra significaria um investimento mais vultoso do que apenas cumprir com as normas da Federação Internacional de Futebol (Fifa). “Não precisa colocar abaixo, mas tem de fazer reformas significativas. Essa é uma discussão que estamos tendo com o governo”, disse.
 
Ele afirma ainda que a receita viria, principalmente, do aluguel de camarotes para grandes empresas.
 
A Odebrecht Investimentos em Infraestrutura (OII) é o braço do grupo que aporta o capital, negocia com outros sócios e faz a estruturação financeira. Os projetos estão concentrados nos setores de energia, transporte e logística.


Fonte: O Estado de S.Paulo
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