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Energia

Odebrecht contrata haitianos para obras de Santo Antônio e Teles Pires

30/01/2012 | 10h50
Desde a segunda-feira passada, cerca de 40 haitianos que estavam refugiados em Brasiléia, no Acre, passaram a fazer parte dos quadros de funcionários da construtora Norberto Odebrecht. Apesar da dificuldade da língua, esses haitianos serão aproveitados na construção da hidrelétrica de Teles Pires, que está sendo erguida no Mato Grosso. A empreiteira é a única grande construtora que está contratando os imigrantes em suas obras de energia. Outros 50 haitianos já estão em fase de contratação para trabalharem na usina de Santo Antônio, em Porto Velho.
 
 
O diretor da Odebrecht Energia, Enio Silva, diz que essa ainda é uma fase de testes para perceber a adaptação desses funcionários, principalmente em termos de segurança em função da dificuldade de comunicação. A empresa estuda até mesmo a mudança das placas de sinalização. Os haitianos falam o crèole, ou crioulo haitiano, e não entendem nada de português. Por isso mesmo, eles passarão por uma fase de treinamento para identificar palavras de segurança em português. A construtora identificou entre os próprios imigrantes um tradutor que fala francês, crèole, português e espanhol.

 
A meta, segundo Silva, é contratar até 300 imigrantes haitianos. Esse número não chega a 2% de todo o efetivo hoje nas obras de energia da construtora. Além disso, outras empresas do grupo, com a ETH e a Odebrecht Infraestrutura, também estão contratando haitianos para suas obras.

 
A forte imigração que já trouxe ao país cerca de cinco mil haitianos, segundo dados extra-oficiais, e fez o governo brasileiro, neste início de ano, restringir a concessão de vistos. Desde 2010, cerca de 1.600 vistos foram concedidos e outros 2.400 estão em análise. Mas para entrar no Brasil, os haitianos terão agora que obter o visto antecipadamente e ficou restringido ao número de cem os vistos concedidos por mês. A imigração tem sido motivada pelo grande número de obras no Brasil e pelas dificuldades que os haitianos enfrentam desde o terremoto que devastou o país em 2010.

 
A questão tem sido delicada, apesar do forte crescimento do emprego no país, principalmente em função do elevado número de obras civis e de infraestrutura no Brasil. E há quem defenda que esses empregos devem ser ocupados sempre por mão de obra local. A Odebrecht, entretanto, não viu problemas em contratar esses imigrantes. Para as obras de Santo Antônio, a empresa está recrutando haitianos que já estão na cidade. Segundo Enio Silva, as igrejas e organizações que estão acolhendo essas pessoas em Porto Velho, estimam que cerca de 500 haitianos moram hoje na cidade.

 
As obras de Santo Antônio empregam hoje mais de 14 mil funcionários e em Teles Pires o efetivo chega a 1.700.


Fonte: Valor Econômico
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