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Artigo Exclusivo

Muito em jogo para arriscar, por Daniel Alquéres

08/11/2016 | 11h34
Muito em jogo para arriscar, por Daniel Alquéres
Divulgação Divulgação

O preço do barril de petróleo em patamares reduzidos tem pressionado os operadores a redimensionar seus sistemas e a rever seus planejamentos estratégicos, ao mesmo tempo em que minimizam perdas ao máximo. Como no Brasil a maior parte das reservas de óleo e gás encontram-se no mar e em grandes profundidades, a exploração exige altos investimentos em pesquisas e equipamentos. Nesses casos, esse redimensionamento tem que ser feito com cuidado para que pretensas economias não tragam prejuízos maiores. 

Por exemplo, uma plataforma que produza entre 50 e 100 mil barris/dia ou uma de plataforma de perfuração, cujo frete pode custar milhares de dólares/dia, reportariam grande prejuízo ao ter seus sistemas críticos paralisados por falta de manutenção adequada. É muito dinheiro em jogo para correr riscos desnecessários. 

É sobre este tema que trataremos neste artigo: não cair na tentação de fazer escolhas precipitadas frente à necessidade de cortes de custos. Neste caso, trataremos especificamente das questões a serem consideradas na escolha de soluções de energia ininterrupta (UPS) para cargas críticas em plataformas offshore. 

UPS convencional ou industrial? 

Uma plataforma offshore é construída para operar, pelo menos, 30 anos e, portanto, seus componentes precisam seguir essa mesma regra, isto é, durar por um prazo igual ou superior, pois qualquer alteração na configuração inicial ou modificações em seus sistemas críticos serão extremamente custosos. Outra realidade é o ambiente agressivo da plataforma, onde os equipamentos estão sujeitos a ação da maresia, calor intenso, meios corrosivos, trepidação e inclinação.

Então, a primeira questão a ser considerada na escolha de um sistema de energia ininterrupta para cargas críticas para plataformas de petróleo é sua vida útil e robustez. As UPS industriais são projetadas para apresentar uma vida útil de 15 a 60 anos e resistir bravamente às condições adversas do ambiente. Mas não é o caso das UPS convencionais. 

Alguns equipamentos nas plataformas precisam ser alimentados ininterruptamente e com energia de qualidade, como os sistemas de automação, controladores lógicos programáveis, dispositivos de processo e segurança, sistemas de iluminação de emergência, turbo-compressores, em área classificadas, e etc. Estes equipamentos são cargas críticas devido ao seu grau de importância na estrutura de produção. Assim, o segundo ponto a ser analisado é o tipo de carga que será alimentada. Enquanto uma UPS convencional ou padronizada é projetada para alimentar cargas constantes e lineares, a UPS industrial trabalha com curvas e picos de partida variadas, distorções harmônicas, em condições de cargas não-lineares. E é justamente esse o perfil de carga de uma plataforma. 

Uma terceira e última questão que gostaríamos de ressaltar é que somente uma UPS industrial pode ser customizada em uma granularidade tal que atenda a todas as exigências do projeto elétrico e da planta. Além das questões físicas e estruturais, existe o detalhamento de uma série de variáveis, tais como filosofia de design do sistema, projeto das baterias e sua autonomia, componentes internos, tais como, retificador e inversor, modos de operação, níveis de tensão, harmônicos do sistema. Também influenciarão o projeto as premissas iniciais, incluindo custos, necessidades de manutenção de curto e longo prazos e peças de reposição. E ainda temos que incluir nesta lista as certificações, regulamentos internacionais e, principalmente, requisitos de saúde e segurança. Isso tudo só é possível ser customizado em uma UPS industrial. 

Por fim, vale lembrar que uma UPS representa menos de 3% do custo do escopo elétrico da plataforma. Essa porcentagem pode passar a ideia de que esse tipo de solução é um elemento de menor importância dentro do quadro maior da plataforma offshore. Isso não corresponde à realidade. Erros no projeto de infraestrutura de fornecimento de energia inviabilizam a operação da plataforma como um todo, afetando diretamente a continuidade dos serviços. É o próprio negócio que é prejudicado quando uma escolha incorreta acontece. Na indústria petrolífera as apostas são altas, as perdas também.

 

Sobre o autor: Daniel Alquéres, gerente de vendas especializado no segmento de óleo e gás, da Emerson Network Power

 



Fonte: Daniel Alquéres
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