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Combustíveis

Moçambique planeja dinamizar produção de biocombustíveis

07/12/2009 | 09h25
A Petróleos de Moçambique (Petromoc) e a Universidade Eduardo Mondlane assinaram, na sexta-feira (4),  um acordo para dinamizar a pesquisa e produção de biocombustíveis, prioridade para a empresa, a única que já produz biodiesel.

A maior companhia moçambicana de distribuição de combustíveis e a Faculdade de Engenharia vão, a partir de agora, colaborar em projetos de pesquisa para a produção de biocombustíveis, em um país que é totalmente dependente da importação de combustíveis fósseis.

A pesquisa será feita com o apoio e nos laboratórios universitários, que farão também a parte de investigação agrícola, plantio e desenvolvimento de espécies com potencialidades de produzir biocombustível, cujo produto será, depois, testado no Japão, através de um acordo já existente.

O diretor da Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane, Jorge Nhambiu, garantiu aos jornalistas que Moçambique tem vastas áreas onde podem ser produzidos vegetais para combustível, sendo de "grande interesse para a faculdade investigar essa possibilidade".

Nuno de Oliveira, administrador da Petromoc, lembrou que a empresa já produz biocombustível, através do óleo de copra e em uma parceria com as empresas Biomoz e Bionergia.

A companhia construiu uma fábrica na Matola, arredores de Maputo (inaugurada em agosto de 2007), com capacidade para produzir 40 milhões de litros de biodiesel por ano e que, em março passado, atingiu o primeiro milhão de litros.

"A produção de biodiesel não vai criar problemas alimentares", garantiu Nuno de Oliveira, que explicou que a fábrica é ainda experimental, com um investimento de US$ 800 mil (R$ 1,36 milhão, ao câmbio atual), mas acrescentou que a Petromoc pretende construir instalações definitivas.

Investimento no etanol

A Petromoc, disse Nuno de Oliveira à Agência Lusa, pretende investir também na cana-de-açúcar, para fabricar etanol.

Eugénio Silva, do Gabinete de Projetos e Desenvolvimento da Petromoc, disse que a produção atual de biodiesel não é suficiente para abastecer o mercado, por isso será vendida apenas para clientes específicos, mas, no futuro, e de acordo com a legislação vigente, os biocombustíveis adicionados podem ir até os 10%.

"Se tivéssemos controle da matéria-prima, podíamos prometer mistura a 2%, 5%, 7% ou mais", afirmou. A Petromoc não faz explorações, mas apenas compra o produto, que depois é transformado na fábrica da Matola.

"Um grande obstáculo também é o dos recursos financeiros, porque preparar a terra custa dinheiro, o que não está ao alcance de todos", afirmou.

Eugénio Silva disse ainda que a Petromoc está também investindo em pesquisa sobre a jatropha (planta típica da África), e que recentemente foram realizadas reuniões com empresários brasileiros para a área do etanol.

Só nos últimos dois anos foram investidos, em Moçambique, quase 400 milhões de euros (R$ 1,03 bilhão) na área de biocombustíveis, produtos que ocupam mais de 83 mil hectares em seis das 11 províncias do país, onde estão em desenvolvimento outros projetos, envolvendo o coco, a palma e a jatropha.


Fonte: Agência Lusa
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