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Petróleo e Gás

Mesmo com incertezas, pré-sal estimula projetos

25/09/2012 | 10h03

 

Uma das mais importantes descobertas do país na área energética, as jazidas de petróleo do pré-sal abriram uma nova fronteira para a indústria de petróleo e gás natural no Brasil. Segundo a Petrobras, a produção acumulada a partir dos 15 poços já colocados em produção no pré-sal desde 2008 - oito na Bacia de Santos e sete na Bacia de Campos - já superou 100 milhões de barris de petróleo.
Só a estatal produz 180 mil barris de petróleo/dia dos campos do pré-sal, sendo 106 mil barris da Bacia de Santos e 74 mil barris da Bacia de Campos, o que representa 9% de sua produção atual no Brasil.
O pré-sal é uma área de 800 km de extensão por 200 km de largura, disposta ao longo do litoral Sudeste. Distante cerca de 300 km da costa, entre os estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abriga grande potencial para a geração e acúmulo de petróleo. O termo pré-sal foi adotado porque a formação rochosa na qual foi encontrado petróleo se estende por baixo de uma extensa camada de sal, que em certas áreas da costa atinge espessuras de até dois mil metros.
Os reservatórios estão a quase sete mil metros de profundidade a partir do nível do mar, sendo cerca de dois mil metros de água e quase cinco mil metros de rochas da camada pós-sal e de sal. Calcula-se que aquelas rochas guardem 13 bilhões de barris de óleo equivalente (boe, unidade básica para medir a produção de petróleo e gás). Esse volume praticamente dobra as reservas brasileiras, elevando a produção atual de 2,2 milhões para 5 milhões de barris por dia até 2020.
Marco Aurélio Tavares, presidente do Conselho Administrativo da consultoria Gas Energy, destaca a importância do pré-sal para garantir o suprimento nacional. Ele diz que a produção de petróleo em geral obedece a um ciclo natural que começa em baixa, sobe, depois começa a declinar. "Em algumas áreas isso já está acontecendo, como a Bacia de Campos, que responde por 80% da nossa produção atual", afirma. "O pré-sal deve substituir e repor estas reservas".
De acordo com a Petrobras, duas áreas já foram declaradas comerciais na Bacia de Santos, os campos de Lula (ex-Tupi) e Sapinhoá (ex-Iara). A declaração é o primeiro passo para o início da fase de investimentos prévios à produção e indica que o volume recuperável potencial do campo de Lula está estimado em 8,3 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). No caso de Sapinhoá, o volume recuperável total foi estimado em 2,1 bilhões de boe. "Considerando-se apenas essas duas áreas, chega-se a um volume recuperável total de 10,4 bilhões de boe, compreendendo as parcelas da Petrobras (operadora e sócia majoritária) e empresas parceiras", informou a assessoria de imprensa da estatal.
A descoberta do pré-sal causou euforia depois que anunciada no início de 2008, dentro e fora do país, já que o potencial de produção da área alçaria o Brasil da 13ª posição entre os países produtores para o grupo dos quatro ou cinco primeiros colocados que hoje são Arábia Saudita, Rússia, Estados Unidos e Irã. A empolgação inicial, porém, logo esfriou devido à suspensão dos leilões que autorizam a exploração de petróleo no país, não só no pré-sal, mas também nas áreas terrestres e marítimas pós-sal, e que já dura quatro anos. Na semana passada, o ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, disse que a primeira rodada de leilões de exploração do pré-sal está prevista para novembro de 2013.
Tudo depende, entretanto, da aprovação pelo Congresso Nacional do projeto de lei que redistribui os royalties do pré-sal. A descoberta das novas jazidas levou o governo a propor um novo marco regulatório para a atividade de exploração de petróleo e gás no país cuja última grande alteração havia sido feita nos anos 90, com a abertura do mercado às empresas privadas nacionais e estrangeiras.
O novo marco regulatório parte de duas premissas. Primeiro, a de que o risco de exploração no país diminuiu muito com o pré-sal e, segundo, que sendo o Brasil um país estável política e economicamente, será a nova fronteira do petróleo no mundo. Desse ponto de partida, o eixo da política foi mudar o sistema de concessões para o de partilhas, marcar a Petrobras como operadora única dos novos campos, com no mínimo 30% de participação, e criar uma indústria de conteúdo local para fornecer bens e serviços para a exploração.
Apesar das incertezas geradas com a falta de novas áreas de exploração, as empresas continuaram investindo, tanto na exploração quanto em atividades relacionadas como estaleiros, equipamentos, peças, serviços, pesquisa e desenvolvimento. A norueguesa Statoil anunciou que vai aplicar US$ 5 bilhões, mesmo valor que a britânica British Petroleum (BP) afirma ter investido no país no ano passado. A Voith Turbo, braço da alemã Voith para equipamentos industriais, anunciou um contrato para fornecer 60 variadores de velocidade para a Petrobras, para utilização em oito plataformas nos campos de Lula, Iara e Júpiter, na Bacia de Campos.
A OSX, empresa do Grupo EBX que atua na indústria naval e offshore, em construção naval, fretamento e serviços de operação e manutenção, prevê investimentos de US$ 14 bilhões e recentemente assinou um contrato com a Petrobras para a integração das plataformas (FPSO) P-67 e P-70, com opção para integrar uma terceira unidade.
Pelo Plano de Negócios e Gestão da Petrobras 2012-2016 (PNG), os projetos da área de exploração e produção deverão receber US$ 141,8 bilhões no período, dos quais US$ 131,6 bilhões serão investidos no Brasil. As operações do pré-sal vão ficar com 51% desse total, ou US$ 67,1 bilhões (R$ 134 bilhões), valor que representa apenas a parte sob responsabilidade da estatal. De acordo com a empresa, as operadoras em parceria devem investir outros US$ 23,5 bilhões no mesmo período.
Como resultado desses investimentos, a Petrobras prevê que sua produção de petróleo deve passar de 2,5 milhões de barris diários, em 2016, para 4,2 milhões em 2020. O pré-sal deverá contribuir com 31% da produção em 2016 e 47% em 2020.
O desafio do pré-sal também mobiliza milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento. Onze grandes empresas, cinco laboratórios e uma dezena de pequenas e médias empresas estão se instalando no Parque Tecnológico do Rio de Janeiro para desenvolver soluções voltadas ao setor de petróleo e gás. O parque, de 350 mil metros2, já recebeu investimentos públicos e privados de R$ 500 milhões na montagem da infraestrutura e até 2014 vai abrigar cinco mil profissionais, a nata dos cientistas e engenheiros do setor.

Uma das mais importantes descobertas do país na área energética, as jazidas de petróleo do pré-sal abriram uma nova fronteira para a indústria de petróleo e gás natural no Brasil. Segundo a Petrobras, a produção acumulada a partir dos 15 poços já colocados em produção no pré-sal desde 2008 - oito na Bacia de Santos e sete na Bacia de Campos - já superou 100 milhões de barris de petróleo.


Só a estatal produz 180 mil barris de petróleo/dia dos campos do pré-sal, sendo 106 mil barris da Bacia de Santos e 74 mil barris da Bacia de Campos, o que representa 9% de sua produção atual no Brasil.


O pré-sal é uma área de 800 km de extensão por 200 km de largura, disposta ao longo do litoral Sudeste. Distante cerca de 300 km da costa, entre os estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abriga grande potencial para a geração e acúmulo de petróleo. O termo pré-sal foi adotado porque a formação rochosa na qual foi encontrado petróleo se estende por baixo de uma extensa camada de sal, que em certas áreas da costa atinge espessuras de até dois mil metros.


Os reservatórios estão a quase sete mil metros de profundidade a partir do nível do mar, sendo cerca de dois mil metros de água e quase cinco mil metros de rochas da camada pós-sal e de sal. Calcula-se que aquelas rochas guardem 13 bilhões de barris de óleo equivalente (boe, unidade básica para medir a produção de petróleo e gás). Esse volume praticamente dobra as reservas brasileiras, elevando a produção atual de 2,2 milhões para 5 milhões de barris por dia até 2020.


Marco Aurélio Tavares, presidente do Conselho Administrativo da consultoria Gas Energy, destaca a importância do pré-sal para garantir o suprimento nacional. Ele diz que a produção de petróleo em geral obedece a um ciclo natural que começa em baixa, sobe, depois começa a declinar. "Em algumas áreas isso já está acontecendo, como a Bacia de Campos, que responde por 80% da nossa produção atual", afirma. "O pré-sal deve substituir e repor estas reservas".


De acordo com a Petrobras, duas áreas já foram declaradas comerciais na Bacia de Santos, os campos de Lula (ex-Tupi) e Sapinhoá (ex-Iara). A declaração é o primeiro passo para o início da fase de investimentos prévios à produção e indica que o volume recuperável potencial do campo de Lula está estimado em 8,3 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). No caso de Sapinhoá, o volume recuperável total foi estimado em 2,1 bilhões de boe. "Considerando-se apenas essas duas áreas, chega-se a um volume recuperável total de 10,4 bilhões de boe, compreendendo as parcelas da Petrobras (operadora e sócia majoritária) e empresas parceiras", informou a assessoria de imprensa da estatal.


A descoberta do pré-sal causou euforia depois que anunciada no início de 2008, dentro e fora do país, já que o potencial de produção da área alçaria o Brasil da 13ª posição entre os países produtores para o grupo dos quatro ou cinco primeiros colocados que hoje são Arábia Saudita, Rússia, Estados Unidos e Irã. A empolgação inicial, porém, logo esfriou devido à suspensão dos leilões que autorizam a exploração de petróleo no país, não só no pré-sal, mas também nas áreas terrestres e marítimas pós-sal, e que já dura quatro anos. Na semana passada, o ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, disse que a primeira rodada de leilões de exploração do pré-sal está prevista para novembro de 2013.


Tudo depende, entretanto, da aprovação pelo Congresso Nacional do projeto de lei que redistribui os royalties do pré-sal. A descoberta das novas jazidas levou o governo a propor um novo marco regulatório para a atividade de exploração de petróleo e gás no país cuja última grande alteração havia sido feita nos anos 90, com a abertura do mercado às empresas privadas nacionais e estrangeiras.


O novo marco regulatório parte de duas premissas. Primeiro, a de que o risco de exploração no país diminuiu muito com o pré-sal e, segundo, que sendo o Brasil um país estável política e economicamente, será a nova fronteira do petróleo no mundo. Desse ponto de partida, o eixo da política foi mudar o sistema de concessões para o de partilhas, marcar a Petrobras como operadora única dos novos campos, com no mínimo 30% de participação, e criar uma indústria de conteúdo local para fornecer bens e serviços para a exploração.


Apesar das incertezas geradas com a falta de novas áreas de exploração, as empresas continuaram investindo, tanto na exploração quanto em atividades relacionadas como estaleiros, equipamentos, peças, serviços, pesquisa e desenvolvimento. A norueguesa Statoil anunciou que vai aplicar US$ 5 bilhões, mesmo valor que a britânica British Petroleum (BP) afirma ter investido no país no ano passado. A Voith Turbo, braço da alemã Voith para equipamentos industriais, anunciou um contrato para fornecer 60 variadores de velocidade para a Petrobras, para utilização em oito plataformas nos campos de Lula, Iara e Júpiter, na Bacia de Campos.


A OSX, empresa do Grupo EBX que atua na indústria naval e offshore, em construção naval, fretamento e serviços de operação e manutenção, prevê investimentos de US$ 14 bilhões e recentemente assinou um contrato com a Petrobras para a integração das plataformas (FPSO) P-67 e P-70, com opção para integrar uma terceira unidade.


Pelo Plano de Negócios e Gestão da Petrobras 2012-2016 (PNG), os projetos da área de exploração e produção deverão receber US$ 141,8 bilhões no período, dos quais US$ 131,6 bilhões serão investidos no Brasil. As operações do pré-sal vão ficar com 51% desse total, ou US$ 67,1 bilhões (R$ 134 bilhões), valor que representa apenas a parte sob responsabilidade da estatal. De acordo com a empresa, as operadoras em parceria devem investir outros US$ 23,5 bilhões no mesmo período.


Como resultado desses investimentos, a Petrobras prevê que sua produção de petróleo deve passar de 2,5 milhões de barris diários, em 2016, para 4,2 milhões em 2020. O pré-sal deverá contribuir com 31% da produção em 2016 e 47% em 2020.


O desafio do pré-sal também mobiliza milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento. Onze grandes empresas, cinco laboratórios e uma dezena de pequenas e médias empresas estão se instalando no Parque Tecnológico do Rio de Janeiro para desenvolver soluções voltadas ao setor de petróleo e gás. O parque, de 350 mil metros2, já recebeu investimentos públicos e privados de R$ 500 milhões na montagem da infraestrutura e até 2014 vai abrigar cinco mil profissionais, a nata dos cientistas e engenheiros do setor.



Fonte: Valor Econômico
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