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Petrobras

Investimento no Espírito Santo subiu para R$ 2,7 bilhões

03/02/2005 | 00h00

Como conseqüência das descobertas de óleo leve e gás pela Petrobras em áreas próximas ao litoral do Espírito Santo, os investimentos da estatal em 2005 no Estado aumentarão 46% em relação à 2004, saltando de R$ 1,85 bilhão para R$ 2,7 bilhões. Em dois anos, a produção capixaba desbancará o Rio Grande do Norte como segundo maior produtor de petróleo.
Não foi por acaso que a estatal decidiu construir um terminal portuário no litoral do Espírito Santo e também já alugou, por 50 anos, um terreno de 110 mil metros quadrados da Santa Casa de Misericórdia, onde vai construir sua nova sede em Vitória, cujo projeto arquitetônico será escolhido em concurso nacional.
O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, disse que a companhia não quer criar uma área semelhante com Macaé em nenhum lugar do país. "Nós, da Petrobras, lutamos contra o gigantismo das nossas unidades e o Espírito Santo não deve refletir o modelo das outras, nem de Macaé, que foi construída em outro tempo. Essa será uma unidade enxuta", frisou.
O gerente de suporte técnico da Unidade de Negócios da Petrobras no Espírito Santo (UN-ES), Nery Vicente Milani de Rossi, acrescentou que o direcionamento dos investimentos rumo ao Espírito Santo são complementares aos do Rio. "Existe lugar ao sol para os dois locais, sem que nenhum faça sobra ao outro", disse.
Ao optar por uma nova área portuária em Vitória, a Petrobras pretende desafogar Macaé, que não teria como atender ao aumento das atividades de produção e exploração de petróleo no norte da bacia de Campos e na bacia do Espírito Santo.
Macaé suporta uma estrutura gigantesca. Para se ter uma idéia, das 98 plataformas da estatal no Brasil, das quais 42 flutuantes, 30 operam hoje na bacia de Campos e estão ligadas diretamente à unidade de Macaé. Elas têm capacidade de gerar cerca de 700 megawatts (MW) de energia e consomem 512 toneladas semanais de alimentos.
Para atender a essas verdadeiras cidades flutuantes, que hoje produzem mais de 80% do petróleo nacional, 120 embarcações de apoio trabalham na região. Levam e trazem os funcionários embarcados (que trabalham ininterruptamente por 14 dias e folgam 21).
O direcionamento de parte da exploração para o Espírito Santo é fácil de ser entendido. De uma produção marginal de nove mil barris de petróleo diários em 1998, o Estado passou a produzir 32 mil barris/dia em 2004 e deverá chegar a 190 mil barris/dia em 2006 com a entrada em operação da plataforma flutuante de produção, armazenamento e escoamento (FPSO na sigla em inglês) que será instalada em maio do ano que vem no campo de Golfinho. Além da P-34 que será conectada ao campo de Jubarte, a primeira descoberta no hoje apelidado parque das Baleias.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Estado e 73 municípios do Espírito Santo arrecadaram R$ 112,4 milhões com o pagamento de royalties e participação especial - pagamento adicional para campos com produção acima de 100 mil barris/dia cuja incidência se dá depois de amortizados os investimentos. Somente a parte devida ao Estado totalizou R$ 51,7 milhões.
Quando a produção aumentar para 190 mil barris/dia a arrecadação do Estado com royalties pode chegar a R$ 310,2 milhões. Esse cálculo ilustra a importância do investimento no Espírito Santo mas é apenas indicativo. Ele considera um valor constante e igual à média de 2004 para o preço do barril de petróleo do tipo Brent, cotado no mercado internacional, e a taxa média de câmbio, respectivamente de US$ 37,87 e R$ 2,92.
A decisão da Petrobras sobre seus novos investimentos no Estado deixou animado o governo capixaba. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, lembrou que esse é um projeto estratégico. O governo e os fornecedores da estatal acompanham o processo de decisão com relação à área que será usada para apoio terrestre às plataformas.
De acordo com o governador do Estado, Paulo Hartung, as áreas disponíveis para a instalação do terminal são: Barra do Riacho, no município de Aracruz; Vila Velha; Anchieta (próxima ao porto de Ubú); e Vitória. "É importante que esta decisão seja tomada o mais rápido possível", destacou. Mas a estatal está ciente do peso econômico de sua decisão, e quer minimizar o impacto do seu crescimento. "Uma das coisas que não queremos é causar em Vitória impacto igual ao de Macaé", enfatiza Rossi.



Fonte: Valor Econômico
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