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Gás natural

Incepa amplia produção, mas teme falta de gás

13/06/2005 | 00h00

A Incepa, empresa de pisos e revestimentos controlada pela espanhola Roca, iniciará amanhã o transporte por terra de uma prensa com peso de 110 toneladas, três metros de largura e cinco de altura. O equipamento, que custa 2 milhões de euros, é o maior já instalado pela fabricante Sacmi em uma indústria cerâmica na América Latina. Ele saiu da Itália há 40 dias e levará outros dois para percorrer cerca de 250 quilômetros entre o porto de Paranaguá e São Mateus do Sul (PR), onde será instalado.
A compra da prensa, que vai permitir a ampliação da produção de porcelanatos esmaltados em 30% e a fabricação total de pisos em 5%, foi adiada em um ano. A subsidiária brasileira fez o pedido em outubro de 2003, mas a matriz preferiu, naquele ano, investir numa nova fábrica de louça sanitária na Rússia. Em outubro do ano passado o projeto voltou a ser apresentado e foi aprovado. Sem o equipamento, a Incepa podia fazer três peças de 45 x 45 centímetros por vez. Com ele, poderá fazer quatro peças.
Nos últimos dias a direção da empresa esteve com os olhos voltados tanto para Paranaguá como para a Bolívia. A chegada da prensa acontece num momento de grande preocupação em relação ao uso do gás natural fornecido por aquele país. Nem mesmo as notícias de que a situação está mais calma trouxe alívio. "Estamos vendo um plano B", informou o presidente da Incepa, Jorge Francino. Nesse plano estão sendo levantados custos para ajustar os queimadores para GLP e o tempo de importação de peças da Alemanha. Para converter os fornos para o gás, há cinco anos, a empresa investiu US$ 1 milhão.
O diretor industrial, Celso Cavalli, informou que o gás natural custa para a empresa 50% menos que o GLP, e o insumo representa 25% dos custos de produção. "Se tivermos de mudar, nossa competitividade ficará comprometida, porque concorrentes continuarão usando o gás", disse Francino. A Incepa usa o gás boliviano na unidade de Campo Largo, na grande Curitiba, onde fabrica revestimentos cerâmicos, que respondem por 55% da produção total. Em São Mateus do Sul, para onde vai a nova prensa, são feitos pisos com gás de xisto.
O executivo informou que há novos projetos de investimento na gaveta, que deverão ser apresentados em outubro. Atualmente a Incepa produz 17 milhões de metros quadrados de pisos e revestimentos por ano e exporta 40% desse total, a maior parte para os Estados Unidos. Para aumentar a capacidade, teria de comprar um novo forno - o último foi adquirido em 2002 e custou US$ 6 milhões. A subsidiária brasileira é a segunda em produção de cerâmica (responde por 25% do faturamento total no segmento) e só perde para as unidades da Espanha.
Desde que a Roca comprou a suíça Laufen, antiga controladora da Incepa, em setembro de 1999, Francino disse que foram investidos R$ 58 milhões nas duas unidades paranaenses. De lá para cá, com maior capacidade e oferta de produtos mais sofisticados, o faturamento dobrou, segundo ele. Para 2005 são esperadas receitas brutas de R$ 240 milhões, 6,6% mais que em 2004. "O setor de construção civil esteve bem ruim, mas começamos a perceber incremento nas vendas em janeiro", contou.



Fonte: Valor Econômico
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