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Análise

Idema analisa licenças da Refinaria Clara Camarão

22/07/2010 | 10h14
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) está analisando o pedido de licenças de funcionamento de equipamentos da Refinaria Potiguar Clara Camarão. A Petrobras aguarda a liberação do órgão ambiental para a implantação de equipamentos como tanques de armazenamento de gasolina e dutos, que estão incluídos nas obras da refinaria. A previsão da estatal é de que o início das atividades da Clara Camarão ocorra no próximo mês de dezembro.


O subcoordenador de Licenciamento Ambiental do Idema, Alexandre Diniz, afirma que a Petrobras deu entrada nos pedidos de licenciamento, mas os mesmos ainda encontram-se em análise por parte do órgão. As licenças dizem respeito à implantação de dois tanques de armazenamento de gasolina, com capacidade para três mil metros cúbicos cada, um tanque de diluição de soda cáustica, cuja capacidade será de 45 metros cúbicos da substância, um tanque de ácido, outro para a neutralização da soda, bombas, misturadores estáticos, estação de medição e duto.

De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), Flávio Azevedo, a demora na concessão de licenças ambientais é uma das principais dificuldades sentidas pela indústria brasileira, na atualidade. “O outro grande obstáculo enfrentado hoje pela indústria do país é a alta carga tributária”, afirma.

Azevedo diz entender a necessidade dos cuidados com o meio ambiente, mas lamenta haver uma dilatação dos prazos, por ser comum que provoque atraso no cronograma de boa parte das empresas em instalação.

Com relação à refinaria Clara Camarão, o presidente da Fiern afirma esperar que os trâmites sejam cumpridos de forma célere, para que o equipamento comece a operar o mais rapidamente possível. “Mas não temos como debitar um possível atraso a ninguém, uma vez que a empresa precisa das licenças e o órgão ambiental tem que ser cuidadoso ao conceder permissões para construir e operar”, conclui Azevedo.
Prazos

Em novembro do ano passado, o gerente geral da refinaria, Ney Argolo, apresentou prazos para o andamento do projeto. De acordo com ele, a obra será erguida em três etapas, com a primeira devendo ser concluída em outubro de 2010 e sendo suficiente para possibilitar a entrada em funcionamento da refinaria em dezembro do mesmo ano. Quando estiver concluída, a Clara Camarão contará com nove tanques de armazenamento e uma unidade de produção de gasolina.

A estatal tem atualmente capacidade de refino de cerca de 1,9 milhão de barris por dia em todo o país e tem planos para elevar a capacidade para 3,1 milhões de barris diários, até 2020.

A Petrobras foi procurada pela reportagem, mas informou estar no processo de capitalização e, portanto, não pode fornecer informações acerca de assuntos ligados aos projetos da estatal.

Energia eólica também será gerada em Guamaré

De acordo com informações veiculadas no seu site de notícias, a Petrobras recebeu recentemente do Idema licenças de instalação para o início das obras dos Parques Eólicos de Mangue Seco, no município de Guamaré. Dessa forma, a empresa mantém o cronograma de entrada em operação de quatro usinas em setembro de 2011.

Os parques eólicos em questão são formados por quatro usinas, que serão erguidas no entorno da Refinaria Clara Camarão. Cada usina contará com 13 turbinas e 26 megawatt (MW) de capacidade instalada, totalizando 104 MW em todos os parques.

A estatal lembra que os contratos de venda de energia para estes parques geradores foram ofertados no primeiro leilão de energia eólica, realizado em dezembro do ano passado, e são válidos por 20 anos. A construção das quatro usinas deverão gerar 5.200 empregos diretos e indiretos.



Fonte: Tribuna do Norte - Natal
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