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Evento

IBP reúne especialistas para debater as mudanças climáticas e a eficiência energética

04/07/2019 | 17h11
IBP reúne especialistas para debater as mudanças climáticas e a eficiência energética
Jorge Camargo, IBP Jorge Camargo, IBP

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), promoveu nesta terça-feira (2/07) a segunda edição do Ciclo de Debates para a Transição Energética. Com foco nos impactos das mudanças climáticas sobre a oferta e demanda de energia e na eficiência energética, o evento reuniu grandes nomes do setor para debater o duplo desafio global de garantir a qualidade de vida da população e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões de poluentes  

Para Jorge Camargo (foto), conselheiro emérito do IBP, discussões desse tipo precisam ser feitas em âmbito global a fim de promover troca de conhecimento e criar oportunidades para o setor. "Estamos constantemente fazendo transições energéticas, mas, sem dúvida nenhuma, a que vivemos atualmente é a mais especial, uma vez que o foco é o clima e a demanda por energia", afirmou. "Enquanto o setor de energia aponta um crescimento de produtividade fantástico, temos 80% da população mundial vivendo e usando energia abaixo do que é considerado razoável para a sobrevivência, vivendo na pré-história, na miséria energética. Precisamos achar uma solução para isso", disse  

O avanço da discussão sobre transição energética está no centro das decisões dos gestores de negócio. Segundo a presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Marina Grossi, o caminho mais viável para minimizar os impactos do aumento da temperatura global é a redução das emissões. Para isso, porém, é preciso um diálogo constante com as empresas sobre transição energética com foco na economia de baixo carbono. "Podemos promover um avanço mais significativo se continuarmos trabalhando em conjunto com o setor privado, pensando na proposta da precificação de carbono e contribuindo efetivamente para barrar os avanços das mudanças climáticas", enfatizou Marina.  

Para a executiva, as empresas de óleo e gás precisam exigir dos governos medidas eficientes de combate às mudanças climáticas. "A ciência vem dando o tom da discussão sobre os riscos climáticos e financeiros da questão climática. É preciso destinar os recursos necessários para contribuir com o avanço de soluções tecnológicas, estabelecendo uma maior transparência e compreensão de sociedade. Pensando nisso, de 2015 a 2017, as empresas brasileiras ligadas ao CEBDS executaram 1.340 projetos, totalizando um investimento de U$ 85,8 bilhões para redução de emissão de poluentes", completou a presidente do CEBDS.  

André Clark, presidente da Siemens, afirma que o Brasil tem uma matriz energética com grande potencial, o que pode levar o país a um cenário de vantagem competitiva em relação a outros mercados. "O Brasil precisa direcionar a sua atenção para as políticas públicas, apostar na mobilidade elétrica como geração de novos modelos de negócios e investir no mercado de gás", falou. Hoje, o Brasil é um dos países com a maior parcela de energias renováveis em sua matriz energética.  

Leonam Guimarães, presidente da Eletronuclear, também abordou a relevância do Brasil na indústria global de energia. De acordo com ele, o país é o nono maior gerador de energia elétrica no mundo e o primeiro em renovabilidade da matriz energética, o que coloca o Brasil em um lugar privilegiado e de destaque.  

Ainda de acordo com Clark, o setor tem o papel de incluir no mercado novos talentos capazes de promover uma visão ampla sobre eficiência energética, com foco no desenvolvimento de inovações e no fomento aos investimentos. "A capacidade brasileira de adotar e criar tecnologias trará novos cenários para o país. Dito isso, é necessário focar na capacitação e formação de talentos nacionais para atuar nessa nova realidade", pontuou.  

As empresas do setor de petróleo e gás já vêm investindo na procura por outras fontes além do petróleo e se preparando para a transição energética. Segundo Luís Henrique Guimarães, presidente da Raízen, o grande desafio é pensar no futuro a partir das mudanças que estão acontecendo. "Para o Brasil se tornar efetivamente competitivo, o desafio é saber onde há maior retorno, precisamos investir na infraestrutura e no desenvolvimento de políticas com foco em energias renováveis e na economia de baixo carbono", finalizou.  

A segunda edição do Ciclo de Debates 2019 tem patrocínio master da Petrobras e patrocínio ouro da Enauta. A próxima edição do Ciclo será sobre matriz energética está marcada para 20 de setembro, na sede do IBP.

Institucional

 

 



Fonte: Redação/assessoria
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