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Empresas

Gerdau exige investigação para apurar transação chinesa nos EUA

05/10/2010 | 09h58
O principal executivo da maior siderúrgica do Brasil intervém na briga em torno de uma planejada usina de aço nos EUA apoiada por uma siderúrgica estatal chinesa. André Gerdau Johannpeter, presidente da Gerdau, companhia brasileira com 30% da sua produção nos EUA, disse que apoia as demandas para que uma investigação do governo dos EUA apure os planos da Anshan Iron and Steel de assumir participação em uma nova siderúrgica no Mississippi, que está sendo organizada por John Correnti, um veterano do setor siderúrgico dos EUA.


"Eu acredito em livre comércio, mas também em comércio leal", afirma Johannpeter, em entrevista no congresso anual da Associação Mundial do Aço (WSA, sigla em inglês) em Tóquio. "Fico preocupado quando um governo possui uma siderúrgica e lhe fornece subsídios e outras formas de ajuda de um jeito que afeta sua posição competitiva em relação a produtores da iniciativa privada".


Johannpeter disse que é importante acrescentar ao debate o tema da "reciprocidade" em torno da relativa liberdade das companhias chinesas de assumir o controle em empresa fora da China, na comparação com o nível de inspeção adotado por Pequim para apurar as tentativas de conglomerados estrangeiros adquirirem empreendimentos dentro do país. "Por que deveria ser fácil para uma companhia chinesa vir a um país estrangeiro e assumir uma participação quando é muito mais difícil que a mesma coisa aconteça no sentido inverso?", questionou.


Os comentários feitos por Johannpeter - cuja companhia controlada pela família é a 13ª maior do mundo e que tem crescido velozmente nos últimos cinco anos - poderá aumentar as tensões em torno da tentativa feita por Zhang Xiaogang, presidente da Anshan, de assumir uma participação na siderúrgica de US$ 168 milhões que deverá ser construída pela Steel Development, uma companhia dirigida por Correnti.


A intervenção brasileira ocorre na esteira de uma série de comentários explícitos feitos por dirigentes da General Electric, nos EUA, e da Siemens e Basf, na Alemanha, sobre o que eles consideram ser ações desleais praticadas pelo governo chinês para a promoção de companhias chinesas, ou para aumentar as dificuldades enfrentadas por grupos estrangeiros.


David Stickler, sócio-gerente da Global Principal Partners, grupo de investimento dos EUA que faz a assessoria financeira de Correnti, disse que não consegue entender a controvérsia. Disse que o envolvimento da Anshan equivalia a uma "quantia irrisória".


Fonte: Valor Econômico
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