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Gás Natural

GDF Suez define seus primeiros poços

05/12/2013 | 14h27

 

A energética franco-belga GDF Suez, conhecida no setor elétrico pela sua atuação por meio da controlada Tractebel Energia, pode perfurar seus dois primeiros poços de exploração de gás natural no país até março. Os poços serão perfurados nos dois blocos em que a companhia está concluindo a aquisição de 20% de participação da mineradora Vale, na Bacia do Parnaíba.
O processo depende ainda de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A previsão da GDF Suez é que o negócio seja consolidado nos próximos meses. Nos dois blocos, a Suez terá como sócios a BP (40%) e a Petrobras (40%). A britânica é a operadora de uma das áreas (BT-PN-2) e a estatal, da outra (BT-PN-3).
"Estamos na fase de fechamento desse contrato [com a Vale]", disse o presidente da GDF Suez no Brasil, Maurício Bähr, ao 'Valor'. Segundo ele, a empresa uniu o interesse em investir na área de exploração de gás natural no país com o desejo da Vale de se desfazer de ativos que não são relativos à sua atividade fim (mineração). "E já somos sócios da Vale em alguns empreendimentos como [a hidrelétrica de] Estreito. Então acabou sendo uma natural possibilidade", completou o executivo.
Além da aquisição da participação da Vale nos dois blocos, cujo valor não foi revelado, a GDF Suez também consolidou o início de suas atividades no setor de exploração de gás natural no Brasil ao vencer a concessão de seis blocos na 12ª Rodada de Licitações da ANP, na última semana. Os blocos estão localizados na Bacia do Recôncavo, na Bahia.
A GDF Suez terá participação de 25% em cada bloco. A Petrobras será a operadora das seis áreas, com participação de 40%. Em cinco blocos (REC-T-225, 239, 240, 253 e 524), a participação restante, de 35%, será da Ouro Preto Óleo e Gás, petroleira de Rodolfo Landim (ex-Petrobras e ex- OGX). Já no bloco REC-T-268, os 35% restantes pertencem à Cowan Petróleo e Gás. Os contratos devem ser assinados no primeiro semestre de 2014.
"É diferente do setor elétrico, onde temos poucos sócios. No setor de gás é interessante ter uma pulverização de diversos blocos e diversos sócios. Assim, aumentamos a chance de achar [gás] e diminuímos o risco de fracasso", explicou Bähr.
O presidente da energética ainda não sabe dizer qual a expectativa de investimentos da companhia para o setor de gás natural no Brasil. Segundo ele, tudo dependerá do sucesso exploratório que for obtido. Se for encontrado gás, a empresa vai investir no desenvolvimento das áreas. No leilão da ANP, o valor pago de bônus de assinatura para os seis blocos somou cerca de R$ 6 milhões. E o investimento no programa exploratório mínimo (PEM) totaliza R$ 20 milhões.
O executivo afirmou que a decisão de investir no setor de exploração de gás natural no Brasil foi motivada pela experiência do grupo no segmento no exterior e pela perspectiva de aumento da necessidade de geração termelétrica no país, devido ao rigor das exigências ambientais, que impedem a construção de novos reservatórios hidrelétricos de grande capacidade de acumulação.
"Mesmo numa situação em que o PIB [Produto Interno Bruto] do Brasil não cresce tanto, no setor elétrico a demanda vai crescer praticamente o dobro do PIB este ano, o que reforça a tese de que precisamos diversificar a matriz [energética] e partir para outras fontes", explica Bähr.
Segundo Diane Defrenne, especialista em exploração e produção do grupo GDF Suez que participou da 12ª Rodada, a empresa continua avaliando outras oportunidades no setor. "Fizemos vários estudos de diferentes bacias no Brasil. E, dependendo das oportunidades, estamos interessados em fazer novas aquisições", disse Diane.


A energética franco-belga GDF Suez, conhecida no setor elétrico pela sua atuação por meio da controlada Tractebel Energia, pode perfurar seus dois primeiros poços de exploração de gás natural no país até março. Os poços serão perfurados nos dois blocos em que a companhia está concluindo a aquisição de 20% de participação da mineradora Vale, na Bacia do Parnaíba.

O processo depende ainda de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A previsão da GDF Suez é que o negócio seja consolidado nos próximos meses. Nos dois blocos, a Suez terá como sócios a BP (40%) e a Petrobras (40%). A britânica é a operadora de uma das áreas (BT-PN-2) e a estatal, da outra (BT-PN-3).

"Estamos na fase de fechamento desse contrato [com a Vale]", disse o presidente da GDF Suez no Brasil, Maurício Bähr, ao 'Valor'. Segundo ele, a empresa uniu o interesse em investir na área de exploração de gás natural no país com o desejo da Vale de se desfazer de ativos que não são relativos à sua atividade fim (mineração). "E já somos sócios da Vale em alguns empreendimentos como [a hidrelétrica de] Estreito. Então acabou sendo uma natural possibilidade", completou o executivo.

Além da aquisição da participação da Vale nos dois blocos, cujo valor não foi revelado, a GDF Suez também consolidou o início de suas atividades no setor de exploração de gás natural no Brasil ao vencer a concessão de seis blocos na 12ª Rodada de Licitações da ANP, na última semana. Os blocos estão localizados na Bacia do Recôncavo, na Bahia.

A GDF Suez terá participação de 25% em cada bloco. A Petrobras será a operadora das seis áreas, com participação de 40%. Em cinco blocos (REC-T-225, 239, 240, 253 e 524), a participação restante, de 35%, será da Ouro Preto Óleo e Gás, petroleira de Rodolfo Landim (ex-Petrobras e ex- OGX). Já no bloco REC-T-268, os 35% restantes pertencem à Cowan Petróleo e Gás. Os contratos devem ser assinados no primeiro semestre de 2014.

"É diferente do setor elétrico, onde temos poucos sócios. No setor de gás é interessante ter uma pulverização de diversos blocos e diversos sócios. Assim, aumentamos a chance de achar [gás] e diminuímos o risco de fracasso", explicou Bähr.

O presidente da energética ainda não sabe dizer qual a expectativa de investimentos da companhia para o setor de gás natural no Brasil. Segundo ele, tudo dependerá do sucesso exploratório que for obtido. Se for encontrado gás, a empresa vai investir no desenvolvimento das áreas. No leilão da ANP, o valor pago de bônus de assinatura para os seis blocos somou cerca de R$ 6 milhões. E o investimento no programa exploratório mínimo (PEM) totaliza R$ 20 milhões.

O executivo afirmou que a decisão de investir no setor de exploração de gás natural no Brasil foi motivada pela experiência do grupo no segmento no exterior e pela perspectiva de aumento da necessidade de geração termelétrica no país, devido ao rigor das exigências ambientais, que impedem a construção de novos reservatórios hidrelétricos de grande capacidade de acumulação.

"Mesmo numa situação em que o PIB [Produto Interno Bruto] do Brasil não cresce tanto, no setor elétrico a demanda vai crescer praticamente o dobro do PIB este ano, o que reforça a tese de que precisamos diversificar a matriz [energética] e partir para outras fontes", explica Bähr.

Segundo Diane Defrenne, especialista em exploração e produção do grupo GDF Suez que participou da 12ª Rodada, a empresa continua avaliando outras oportunidades no setor. "Fizemos vários estudos de diferentes bacias no Brasil. E, dependendo das oportunidades, estamos interessados em fazer novas aquisições", disse Diane.



Fonte: Valor Econômico
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