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Gás natural

Gasmig busca expansão da rede de gás natural em BH

04/06/2019 | 10h05

A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) deve investir, este ano, cerca de R$ 50 milhões para expansão da rede de fornecimento de gás natural em Belo Horizonte. O valor corresponde a aproximadamente 60% do orçamento da companhia para 2019, que é de R$ 80 milhões. Com isso, o número de consumidores residenciais na Capital deve subir cerca de 45% até o nal de 2020. Atualmente, na cidade, são atendidos 55 mil pontos residenciais, que devem passar a 60 mil até o nal de 2019. Para 2020, a previsão é de que o número chegue a 80 mil.

Presidente da Gasmig, Pedro Magalhães informou que, com a ampliação, os bairros Luxemburgo (Centro-Sul), Coração Eucarístico (Noroeste), Cidade Nova (Nordeste) e Nova Suíça (Oeste) passarão a ser atendidos. Além disso, o atendimento será reforçado no Centro, principalmente na região entre o Mercado Central e a avenida Carandaí. As obras devem ter início este ano, mas as operações começarão em 2020.

Atualmente, o atendimento residencial responde a apenas 0,5% do fornecimento total da Gasmig. O fornecimento de Gás Natural Veicular (GNV) chega a 5%, sendo de 94,5% vai para a indústria e comércio, mas principalmente para o setor industrial. Do faturamento da empresa, cerca de 90% vem da indústria, com a Gasmig atendendo a grandes grupos como Vale, Gerdau, Vallourec e Alcoa.

A companhia também planeja a ampliação do fornecimento de Gás Natural Veicular. O objetivo é que a participação do GNV passe de 5% para 10% até o nal do ano. Em 2020, esse percentual deve chegar a 20%. Para tal, a Gasmig vem fazendo campanhas direcionadas a taxistas, motoristas de aplicativos e frotistas. Além disso, a Fiat anunciou que fabricará, ainda neste ano, um veículo saindo de fábrica já podendo ser abastecido com gás: o Grand Siena poderá ser abastecido com gasolina, etanol, gasolina e etanol e gás. Há ainda incentivo para reforço de postos com venda de gás.

Magalhães informa que a companhia trabalha constantemente com a ampliação da rede, em projetos pontuais, em ramais pequenos, principalmente atendendo a demandas do setor industrial.

Entre as vantagens oferecidas pelo serviço da Gasmig está a queda no preço do gás. Segundo Pedro Magalhães, a redução gira em torno de 50%. Ele explica que isso ocorre porque a empresa consegue preços melhores pelo produto. Além disso, a canalização elimina a necessidade e os custos da logística de transporte para entrega dos botijões.

Monopólio – A proposta em estudo pelo governo federal, de quebrar o monopólio exercido pela Petrobras sobre produção, transporte e distribuição do gás, pode facilitar a expansão da rede de gás em Minas. Um dos objetivos anunciados pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, é reduzir o preço do gás pela metade.

“Temos que modelar a Gasmig para o mercado livre”, defende o presidente da Gasmig.

Segundo Pedro Magalhães, os preços praticados no Brasil mostram que há algo errado na atual política nacional para o setor. Ele compara que, na Europa, o valor é de US$ 7 por milhão de BTUs (unidade usada para medir o gás). Nos Estados Unidos, o valor é de US$ 3, mas, no Brasil, chega a US$ 12.

Magalhães também explica que estão previstas novas regras que facilitariam a expansão da rede para o Triângulo Mineiro. Ele informa que o ideal é que a região seja atendida a partir de expansão da rede de Ribeirão Preto (SP). Mas, pelas normas atuais, isso não é possível. Com a alteração, cidades como Uberlândia e Uberaba passariam a ser atendidas pela rede de distribuição de gás natural canalizado.



Fonte: Diário do Comércio (MG), 04/06/2019
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