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Energia

Financiamento de 79% de Angra 3 será feito pelo BNDES

04/06/2012 | 16h27
O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro, disse nesta segunda-feira (4) que os 30% do custo de instalação da usina nuclear Angra 3, no estado do Rio de Janeiro, não serão mais financiados por bancos estrangeiros. Era previsto, anteriormente, que estes recursos seriam provenientes de um pool de bancos europeus.

O presidente da estatal afirmou que o dinheiro do custo de instalação da usina também será obtido com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com Pinheiro, o empréstimo já está prestes a ser assinado, e passa a financiar 79% do valor total.

A mudança de plano teria vindo com o cenário econômico que surgiu com as crises, especialmente no continente europeu. “Não adianta termos uma moeda excessivamente forte e pagarmos juros altos”, disse Pinheiro, momentos antes de participar do seminário “Política de Defesa e Projeto Nacional de Desenvolvimento”, no Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento da Câmara dos Deputados (Cefor).

O presidente da Eletronuclear afirmou que o volume de recursos que seria obtido com os bancos estrangeiros era da ordem de 1,2 bilhão de euros. A partir de agora, os recursos serão “um pouco menos” com desembolso, primeiramente, do Tesouro Nacional para o BNDES. Em seguida, o banco emprestará à Eletrobras e, só então, repassará à Eletronuclear.

Angra 3, que começou a ser construída em 2010, será a terceira usina da central nuclear de Angra dos Reis (RJ) e terá potência de 1.405 MW. O orçamento total definido para a usina é de R$ 10 bilhões.


Fonte: Valor Online
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